Presente na Europa e nos Estados Unidos, o modelo administrativo de clube empresa vem crescendo nos últimos anos. O projeto passou a ganhar espaço no futebol latino-americano, e times da região começaram a se estruturar sob a influência do novo estilo de gestão, como os do Chile.
O mercado de futebol profissional chileno sofreu profundas alterações em 2005. As mudanças trouxeram benefícios aos clubes, e o país se tornou a terceira força no mercado da América Latina, ficando atrás apenas de Brasil e México.
Como resultado, de acordo com a Sports Value, o Chile desenvolveu sua organização empresarial e hoje apresenta chances de crescer, principalmente se procurar novos mercados internacionais. A situação é ilustrada pelo faturamento de US$ 154 milhões (R$ 763,7 milhões) pelos times da primeira divisão, valor maior que o de clubes argentinos e colombianos. Porém, as maiores quantias estão concentradas nas mãos das principais equipes do país.
Ranking de receitas de 2019 US$ milhões, segundo a ANP (Foto: Reprodução/Sports Value)
O Colo-Colo foi o líder da lista de faturamentos em 2019, com US$ 24 milhões (R$ 119 milhões), enquanto a Universidad Católica ficou em segundo, com US$ 21 milhões (R$ 104 milhões), e a Universidad de Chile em terceiro, com US$ 20 milhões (R$ 99, 2 milhões). Juntos, os clubes representam 42% das receitas da elite nacional.
A segunda divisão arrecadou outros US$ 34 milhões (R$ 168,6 milhões), sendo que US$ 23 milhões (R$ 114 milhões) foram com valores da TV. Já a terceira divisão obteve US$ 2 milhões (R$ 10 milhões).
Entretanto, times com essa nova estrutura possuem uma operação mais cara. As despesas com a administração exigem uma capacidade maior para gerar receitas, para que o clube possa crescer de maneira saudável e sólida.
Maiores times chilenos - Receitas e custos de 2019 em US$ milhões (Foto: Reprodução/Sports Value)