A rodada inaugural da nova temporada da Major League Soccer (MLS), principal divisão do futebol norte-americano, pode deixar de acontecer no próximo fim de semana. Isso porque atletas e dirigentes dos clubes têm até sexta-feira para alcançar um denominador comum em relação a diversas questões, como a presença de um agente livre, teto salarial e salário mínimo. Caso o acordo não aconteça até o fim da semana, a possibilidade de uma greve é real.
No último domingo, na capital do país, Washington, houve um encontro para acertar um acordo coletivo de trabalho, mas os questionamentos ainda geraram algumas discordâncias. A principal é com relação ao agente livre, aspecto que os jogadores são completamente favoráveis, ao contrário dos clubes. O vice-comissário da MLS, Mark Abbott, deu maiores detalhes sobre o entrave.
“Nós estamos continuando nossas discussões com a união de jogadores (MLSPU) para finalizar um novo acordo de trabalho coletivo. Ainda que existam questões abertas, tanto a liga quanto a união estão trabalhando duro para fechar o acordo. Nosso objetivo continua sendo chegar a uma decisão benéfica para ambas as partes”, garantiu, assumindo o tom político.
A discussão prolongada e a greve iminente comprometem, em parte, o cronograma de alguns clubes. Como a primeira rodada já aconteceria entre sexta e domingo, equipes como a do Chicago Fire – que faria o jogo de estreia contra o Los Angeles Galaxy – já tinham comprado passagem. O Orlando City, equipe do brasileiro Kaká, também anunciou que já tinha vendido cerca de 60 mil entradas para o jogo de domingo, que marcaria a estreia oficial do camisa 10 pela franquia de Orlando.