Dificuldade em pagar fiança faz Marin temer prisão comum, diz jornal

São Paulo, SP

14-01-2016 15:59:20

 

Na véspera do prazo estipulado pela Justiça dos Estados Unidos para a apresentação da carta de crédito de 2 milhões de dólares (cerca de R$ 8 milhões), que garantiria a permanência de José Maria Marin em prisão domiciliar, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) teme perder o benefício, devido à dificuldade em fazer o pagamento, e voltar à prisão comum, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.

A carta de crédito a ser apresentada por Marin faz parte da fiança de 15 milhões de dólares (cerca de R$ 60 milhões), acertada em acordo do ex-dirigente com a Justiça norte-americana para cumprir a pena da condenação por fraude, lavagem de dinheiro e conspiração envolvendo o recebimento de propina, em prisão domiciliar. Como garantia do cumprimento do acordo, Marin deu o apartamento em que vive sob vigilância em Nova York, além de ter pagado 1 milhão de dólares (R$ 4 milhões) em dinheiro.

Caso não cumpra o acordo, o valor da carta de crédito é resgatado pelo governo americano e Marin perderá o direito de viver no apartamento, sendo levado a uma penitenciária comum. A principal dificuldade encontrada para obter o documento é a necessidade de ele ser avalizado por uma instituição dos EUA. Além disso, o ex-mandatário da CBF não pode pegar o empréstimo no país por não ser cidadão local.

Dessa forma, a solução seria a emissão da carta de crédito por uma empresa brasileira e sua posterior avaliação e garantia por parte de uma companhia norte-americana. Um dos advogados de Marin, Mauro de Morais, reconheceu que não está fácil obter o documento. “No Brasil, houve tentativa em grandes instituições, sem sucesso", disse Morais, que além de advogado é amigo pessoal de Marin, à Folha de S.Paulo.

De acordo com Morais, existe uma negociação com uma seguradora brasileira de grande porte, que através de uma parceira nos EUA, conseguiria conceder a carta de crédito exigida. No entanto, o tempo é maior inimigo. "Se não conseguirmos nada, o juiz pode conceder mais algum prazo, outros 30 dias. Ou na segunda (18), o dr. Marin pode ser levado a uma prisão comum", completou o advogado.

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