Exatas duas semanas depois da prisão de sete dirigentes ligados à Fifa – dentre eles, o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF –, a polícia suíça retornou à sede da entidade em Zurique para recuperar documentos de Blatter e seu secretário-geral, Jerome Valcke, além de dados sobre as Copas do Mundo de 2018 e 2022, a serem realizadas na Rússia e no Catar, respectivamente.
A notícia foi publicada pela rede britânica BBC, que obteve confirmação junto à Procuradoria-Geral da Suíça. Segundo a publicação, a Fifa teria garantido total cooperação com o trabalho das autoridades, que também buscaram documentos do chefe de finanças Markus Kattner.
Além da escolha das sedes dos próximos dois Mundiais, a Fifa também tem sido investigada pelo norte-americano FBI por instalar corrupção nos mecanismos do futebol. Até o momento, 14 pessoas já foram indiciadas, sendo nove delas oficiais da entidade.
Contratos da CBF com a Nike, fornecedora da Seleção Brasileira desde a gestão Ricardo Teixeira, e direitos de transmissão da Copa do Brasil também estão sob suspeita. O processo de escolha de sede da Copa do Mundo de 2026 foi adiado em virtude dos acontecimentos recentes.
Enquanto isso, o presidente Joseph Blatter anunciou sua renúncia, mas só deve deixar o cargo em 16 de dezembro, quando é provável que uma nova eleição seja realizada. Nesta quarta-feira, o “Galinho” Zico convocou coletiva de imprensa para manifestar interesse na candidatura.
