No Brasil para participar de um amistoso contra o Palmeiras, na tarde deste sábado, o técnico Cuca, que atualmente comanda o Shandong Luneng, da China, falou sobre a oportunidade de contar com Diego Tardelli no futebol chinês a partir desse ano, jogador com quem trabalhou na conquista inédita da Libertadores, em 2013. Com as negociações perto do fim, o treinador brasileiro revelou que disputou o atacante com o rival Guangzhou Evergrande-CHI e alertou o camisa 9 sobre as chances de continuar nas convocações da Seleção Brasileira.
Depois de Ricardo Goulart, que se despediu do Cruzeiro para cruzar o mundo e acertar com o Guangzhou Evergrande-CHI no início da semana, parece que Tardelli, principal atacante do Atlético-MG, está de malas prontas para o futebol chinês. “Converso com o Kalil (ex-presidente do Atlético-MG) desde o ano passado, este ano falei bastante com o Daniel (atual presidente). Se fosse atrapalhar alguma coisa no planejamento do Atlético-MG, não ia acontecer nada, mas eles manifestaram o interesse em vender por conta dos valores. A negociação está no fim, deve ser concluída neste sábado”, declarou Cuca em entrevista à ESPN Brasil.
Frente ao interesse em contar com mais um brasileiro no Shandong Luneng-CHI, que já reúne Vágner Love (com contrato no fim), Aloísio e Júnior Urso, além do argentino Montillo, Cuca teve que enfrentar uma disputa com o principal rival no futebol chinês, Guangzhou Evergrande, que chegou a iniciar as tratativas com o clube atleticano. “O Tardelli já ia deixar o Galo de qualquer forma, e iria para o Guangzhou, que é meu adversário. Quando soube que o Guangzhou estava na jogada, confirmei com o presidente do Atlético e já entrei na briga por Tardelli. Se vai sair de qualquer forma, que integre o meu time e não o do adversário”, falou o treinador.
Com salários cotados em R$ 1 milhão por semana, livre de imposto, Tardelli se mostrou animado com o novo desafio na despedida ao Atlético-MG. Porém, Cuca fez questão de alertar quanto às convocações para a Seleção Brasileira, já que a exposição do futebol no Oriente é sempre menor. “Pelo lado financeiro é muito bom para ele, já que para um jogador com 30 anos, esse tipo de venda é raro. Lá a exposição dele vai diminuir à nível de Seleção, mas é uma escolha do jogador”, definiu.
“Não adianta enganarmos o jogador. O Tardelli deve acertar e terá uma recompensa muito boa em termos financeiros, salário alto com isenção de imposto. Porém, em termos de Seleção, vai ficar um pouco mais difícil. Lá não tem o acompanhamento que existe aqui no Brasil. O jogador tem que saber o que ele quer, isso vale tanto para o Tardelli quanto para o Ricardo Goulart (novo reforço do rival Guangzhou Evergrande)”, comentou Cuca.