"Confiante", Al Hussein formaliza candidatura à presidência da Fifa

São Paulo, SP

15-10-2015 09:13:20

Desconhecendo os concorrentes, príncipe jordaniano confia em boa aceitação (Foto: Divulgação)
Desconhecendo os concorrentes, príncipe jordaniano confia em boa aceitação (Foto: Divulgação)

Depois de afirmar, na última quarta, que o especulado adiamento das eleições presidenciais, marcadas, à princípio, para 26 de fevereiro, seria mais um atestado da instabilidade pela qual o órgão máximo do futebol mundial passa, o príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein mostrou confiança ao formalizar a candidatura ao cargo nesta quinta-feira.

Comprometendo-se a restaurar a imagem da Fifa, abalada pelos escândalos recentes ligados à corrupção, Al Hussein afirmou que o momento de crise originou boas ideias de reforma. Após perder o pleito contra Joseph Blatter no final de maio, Al Hussein é outro a oficializar a candidatura, assim como tinha feito Musa Bility e Chung Mong-joon, sul-coreano banido por seis anos sob acusação de comprar votos para eleger sedes dos Mundiais de 2018 e 2022.

Com Mong-joon impedido de desenvolver atividades ligadas ao futebol, e Platini sendo alvo de investigação da Justiça suíça, tendo que arcar com suspensão de 90 dias, Al Hussein ainda não tem seus adversários na eleição presidencial definidos. Os ex-jogadores Zico e Maradona ainda se movimentam nos bastidores para tentar oficializar a candidatura. O prazo limite para as inscrições se encerra daqui pouco mais de uma semana, dia 26 de outubro.

“Estou confiante de que a Fifa pode superar este período de dificuldade com a reputação restaurada e se tornar uma organização vista com respeito mais uma vez. Este momento de crise na Fifa é uma oportunidade para mudanças positivas. Muitas ideias boas surgiram na discussão sobre o futuro da Fifa”, admitiu Ali Bin Al Hussein, que espera fazer do continente asiático sua maior plataforma eleitoral visando o pleito de fevereiro.

Citados pela Justiça suíça no início do mês, por conta de uma transação escusa pela qual o francês recebeu dois milhões de francos suíços (cerca de R$ 7,7 mi) por ‘serviços prestados’ à Fifa, Platini e Blatter cumprirão a sanção do Comitê de Ética até dia 8 de janeiro, data que antecede em três dias a cerimônia da Bola de Ouro, que elegerá o melhor jogador e os maiores destaques da temporada.

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