COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Considerada uma das favoritas para a Copa do Mundo no Brasil, a Espanha fez campanha vexatória e acabou eliminada precocemente na primeira fase. Após realizar renovação no elenco, e trocar o treinador, o time voltou a ganhar respeito, apresentou um grande futebol e será uma das candidatas a erguer a taça na Rússia. Nesta terça-feira, a equipe goleou a Argentina por 6 a 1, em amistoso realizado no Estádio Wanda Metropolitano, em Madri.

Os argentinos, por sua vez, não puderam contar com Lionel Messi, seu principal jogador, por não ter conseguido se recuperar a tempo de uma lesão. Assim, o técnico Sampaoli mandou a campo uma equipe mista, observando os jogadores e fazendo todos os testes possíveis, mas o time fez partida pífia e foi humilhado. Os gols da partida foram anotados por Diego Costa, três de Isco, Thiago Alcântara e Iago Aspas; Otamendi fez para Los Hermanos.

A Fúria volta a campo apenas no dia 3 de junho em amistoso contra a Suíça. Já a equipe de Sampaoli tem partida prevista apenas na Copa do Mundo na Rússia, onde fará a estreia contra a Islândia em 16 de junho.

Espanha de Isco passou por cima da Argentina (Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP)

O jogo – Os primeiros minutos, a Espanha tomava a iniciativa, mas a Argentina quando tinha a bola não se afobava e perdeu boa chance aos sete minutos. Meza cruzou da esquerda na medida para Higuain, mas o atacante tocou mal na bola e desperdiçou a oportunidade.

Cinco minutos depois, Iniesta roubou a bola e tocou para Asensio, que deu belo passe para Diego Costa, na cara do gol, o atacante não perdoou e balançou as redes de Romero e 1 a 0 no placar.

O arqueiro argentino não teve mais condições de jogo, e Caballero, do Chelsea entrou. Os espanhóis quase ampliaram, após cruzamento de Asensio, Isco desviou, e Alba completou na pequena área, mas pegou embaixo e a bola foi por cima do gol.

Aos 27, os mandantes ampliaram. Asensio cruzou rasteiro, a redonda passou por Diego Costa, e Isco completou para o gol, deixando 2 a 0 no marcador.

Não indo muito bem no decorrer do primeiro tempo, os comandados de Jorge Sampaoli voltaram ao jogo, com gol de cabeça do zagueiro Otamendi, depois de cobrança de escanteio. A Fúria ainda teve outra chance com Isco, mas foi bloqueado na hora da finalização.

Na etapa complementar, a Espanha voltou melhor e ampliou o placar aos sete minutos. Iago Aspas recebeu nas costas de Marcos Rojo, ajeitou para Isco, que livre de marcação, bateu com categoria.

Dois minutos depois, o time de Lopetegui ampliou. Thiago Alcântara deu lançamento primoroso para Isco, de novo com muita liberdade entrou na área, rolou para Aspas, este ajeitou para o próprio Thiago Alcântara marcar o quarto dos espanhóis. Virou goleada.

O baile espanhol continuava. Iago Aspas recebeu belo lançamento, e completamente livre empurrou para as redes. O gol contou com saída equivocada de Caballero. Minutos depois, Otamendi falhou na saída de bola, e Aspas rolou para Isco marcar o terceiro no jogo, o sexto dos espanhóis. Impiedosos 6 a 1.

A Argentina sofreu muito com o golpe, e a Espanha seguia criando todas as chances, desperdiçando várias, podendo ampliar ainda mais. Os jogadores que estavam no banco olhavam perplexos para o placar, enquanto os que estavam no gramado perdiam a linha e faziam faltas violentas. O jogo acabou em 6 a 1.



Autor do único gol do amistoso entre Alemanha e Brasil, nesta terça-feira, em Berlim, o centroavante Gabriel Jesus não gostou da sua atuação. O jogador do Manchester City balançou as redes com uma cabeçada aos 37 minutos do primeiro tempo, mas errou muitos passes e conclusões ao longo da partida.

“Não estava nos meus melhores dias tecnicamente. Errei passes bobos e finalizações que não costumo errar. Não estava bem nessa questão técnica. Mas troquei a técnica pela raça. Foi mais um jogo de raça. O gol foi de raça”, sorriu Gabriel Jesus, que viu o goleiro Trapp defender parcialmente a sua cabeçada e lutar para a bola não entrar.

Mesmo não jogando bem, portanto, o centroavante brasileiro deixou o campo satisfeito. Afinal, o time dirigido por Tite exorcizou o fantasma que o assombrava, da histórica goleada por 7 a 1 dos alemães nas semifinais do último Mundial, e mostrou força para a Copa do Mundo da Rússia.

“Fiquei muito contente, feliz pela vitória e pela atuação da equipe, que sofreu no momento certo e jogou quando tinha bola nos pés”, comentou Jesus, evitando se empolgar demasiadamente. “Ainda é cedo, mas a gente vem fazendo um excelente trabalho, treinando e jogando bem. O resultado é consequência do que você faz em campo, nos treinos.”



Um jogo do tamanho de uma Copa do Mundo, com cinco títulos mundiais e muita história reunida dentro de campo. Neste cenário, Inglaterra e Itália se enfrentaram em Wembley e o amistoso terminou sem um vencedor. Em 90 minutos, as equipes fizeram uma partida de momentos bastantes distintos e acabaram empatando em 1 a 1, no último jogo antes do anúncio da lista final de convocados para a disputa do Mundial da Rússia, no caso dos ingleses. Para os tetracampeões, o sentimento é de lamentação, sem vencer desde o vexame nas Eliminatórias.

Depois de perder para a Argentina por 2 a 0, a postura ofensiva e de pressão no campo de ataque claramente surpreendeu os ingleses. Depois de duas chances em poucos minutos, ambas desperdiçadas por Immobile, a Inglaterra passou a ter o domínio quase que completo, correndo poucos riscos e obrigando intervenções de Donnarumma. O gol saiu aos 25 minutos, com Vardy, depois de rápida cobrança de falta.

O segundo tempo foi menos intenso e as oportunidades quase cessaram, com os goleiros trabalhando menos. Com as mudanças promovidas dos dois lados, a partida perdeu em qualidade técnica e passou a ser mais interessante apenas na reta final, com um esboço de pressão da Itália, que chegou ao empate já nos minutos finais, de pênalti, marcado com o auxílio do VAR e convertido por Insigne.

Vardy marcou o gol da vitória ainda no primeiro tempo (Foto: Glyn KIRK/AFP)

O JOGO

Mesmo jogando fora de casa, foi a Itália quem começou assustando e surpreendendo a Inglaterra com uma postura bastante ofensiva. No primeiro lance do jogo, Immobile recebeu ótimo lançamento de Pellegrini, invadiu a área, mas se atrapalhou com a bola nos pés e teve a conclusão impedida. No ataque seguinte, novamente o atacante teve chance de abrir o placar, contou com o erro de Stones na saída de bola, mas acabou com o chute travado.

Após um ímpeto inicial, os italianos voltaram a adotar uma postura mais cautelosa e a Inglaterra passou a controlar o jogo, trocando passes. Com essa estratégia, criou a primeira oportunidade aos nove minutos, com Vardy, que acabou desarmado por De Sciglio no momento do arremate.

O confronto particular entre Imobile e Vardy pela busca do gol continuou, com ambos perdendo chances consecutivas. O italiano testou para fora a bola cruzada, enquanto o inglês teve o chute defendido por Donnarumma, que substituiu Buffon.

Aos 25 minutos, um deles findou os erros e marcou: Jamie Vardy para a Inglaterra. O atacante do Leicester contou com a pressão na saída de bola, o roubo e a falta sofrida. Depois, com a cobrança rápida de Lingard, que deixou o camisa nove em plenas condições de marcar, abrindo o placar em Wembley.

Na reta final da primeira etapa, a Inglaterra quase ampliou a vantagem com Ashley Young. Depois de um contra-ataque puxado por Sterling, melhor em campo até então, o jogador do Manchester United recebeu na ponta-esquerda, limpou a jogada e bateu rasteiro, cruzado. O chute passou muito perto da trave italiana, mas saiu pela linha de fundo.

O segundo tempo foi menos intenso e a pressão de início feita pelos italianos no primeiro tempo não voltou a se repetir. A primeira chance, inclusive, foi da Inglaterra, com Ashley Young, que disparou pelo lado esquerdo e só parou no desarme providencial de Bonucci no momento da conclusão. Três minutos depois, aos 11, foi a vez de Chamberlain testar Donnarumma, que apareceu bem para defender.

Com as diversas mudanças promovidas por Gareth Southgate, a Itália passou a ser superior na reta final e conseguiu chegar ao empate. Com a interferência do árbitro de vídeo, foi marcado o pênalti sobre Chiesa aos 41 minutos do segundo tempo. Na cobrança, Insigne exalou tranquilidade e estufou as redes do goleiro Butland.



Em partida amistosa realizada no The Hive Stadium em Londres, na Inglaterra, um duelo entre duas seleções que estarão na Copa do Mundo deste ano. A Sérvia, adversária direta do Brasil na fase de grupos, venceu a Nigéria por 2 a 0, com dois gols de Mitrovic apenas no segundo tempo.

Os sérvios serão o terceiro e último adversário dos brasileiros do Mundial e vinham de derrota na última sexta-feira para o Marrocos por 2 a 1. Suíça e Costa Rica completam o Grupo E.

A Nigéria, por sua vez, venceu a partida amistoso diante da Polônia também na última sexta-feira e, no Grupo D, terá Argentina, Croácia e Islândia na fase de grupos da Copa na Rússia.

Mitrovic marcou os dois gols do jogo (Foto: Daniel Leal-Olivas/AFP)

O JOGO – A partida começou com a Sérvia tentando botar pressão, mas a Nigéria logo equilibrou e o primeiro tempo foi marcado por chances para ambos os lados. A Nigéria se postava muito bem no meio de campo, impedindo inicialmente o avanço de seus adversários.

Aos oito minutos, o goleiro nigeriano trabalhou pela primeira vez. Mitrovic girou e chutou com perigo, mas o arqueiro, ligado, defendeu do jeito que deu. Dois minutos depois, foi a vez do goleiro da Sérvia salvar a equipe. Moses dominou dentro da área, girou e chutou com perigo, mas Stojkovic espalmou para escanteio.

Com 12 jogados, a Sérvia chegou com muito perigo e desperdiçou grande chance. Tadic deu belo passe para Mitrovic, mas o zagueiro da Nigéria travou na hora certa e mandou para escanteio. Aos 13, polêmica no The Hive Stadium. Mitrovic cabeceou para o gol, Uzoho caiu em cima da linha e pegou a bola. Jogadores sérvios pediram gol, mas o árbitro mandou o jogo seguir. No replay, é possível ver que a bola entrou inteira.

Com 20 completos, foi a vez da Nigéria chegar com perigo, mas Kolarov estava lá para travar o ataque de Obi e impedir que a abertura do marcador. O jogo era lá e cá e os sérvios não tardaram a responder de novo. Aos 24, a Sérvia chegou com perigo com Matic e novamente Uzoho fez defesa em cima da linha, mas dessa vez a bola não entrou.

A Sérvia trocava passes no meio de campo, sem levar perigo à meta adversária. Aos 40, a Nigéria teve boa oportunidade após puxar contra-ataque, mas mas Ivanovic interceptou o lance na entrada da área. Sem conseguir a infiltração, a Sérvia começou a arriscar mais vezes de longe da área. Porém, sem êxito, o placar foi para intervalo sem gols.

A segunda etapa começou com a Sérvia tendo mais posse de bola, mas sem conseguir transformar essa superioridade em chances reais de gol. Apenas aos 18 minutos, os adversários do Brasil na Copa tiveram a primeira oportunidade, depois que Ighalo aproveitou a sobra e, mesmo caído, chutou com muito perigo por cima do travessão.

Cinco minutos depois, mais uma chance para a Sérvia e desta vez não foi desperdiçada. Mitrovic bateu de primeira após cruzamento da esquerda e mandou por cima de Uzoho, abrindo o placar em Londres. Aos 35, mais um dele. Kostic chegou à linha de fundo pela esquerda e cruzou para Mitrovic chutar de primeira e marcar o segundo dele e da Sérvia, decretando a vitória.

Austrália e Colômbia não saem do empate

Em partida entre duas outras seleções que estarão na Copa do Mundo, Austrália e Colômbia não saíram do 0 a 0 no estádio Craven Cottage, em Londres, na Inglaterra. Os sul-americanos estão no Grupo H, ao lado de Japão, Polônia e Senegal. Já os australianos figuram no Grupo C, junto com Peru, França e Dinamarca.

O jogo foi marcado por um lance infeliz do atacante do Palmeiras, Miguel Borja. Aos 41 minutos da etapa final, o colombiano teve a chance de cravar a vitória de sua seleção, mas desperdiçou uma cobrança de pênalti. Apesar disso, o jogador, que entrou no segundo tempo substituindo Falcão García, criou boas oportunidades e foi um dos melhores na partida.

Confira outros resultados desta terça-feira:

Marrocos 2 x 0 Uzbequistão



Bélgica vence Arábia com facilidade (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

Nesta terça-feira, a Bélgica recebeu a Arábia Saudita em amistoso internacional, na cidade de Bruxelas, e venceu por 4 a 0. Este foi o primeiro jogo da seleção Belga no ano e o time, do técnico Roberto Martínez, conseguiu um triunfo com extrema facilidade. Já a Arábia, de Juan Antonio Pizzi, que havia empatado com a Ucrânia na última sexta-feira por 1 a 1, foi dominada e goleada.

As duas seleções estarão presentes na Copa do Mundo da Rússia. A Arábia está no Grupo A, com Egito, Rússia e Uruguai, enquanto a Bélgica integra o Grupo G, com Inglaterra, Panamá e Tunísia.

A seleção mandante abriu o placar aos 13 minutos da primeira etapa, com Romelu Lukaku. Depois de interceptar um passe adversário, o meia Kevin De Bruyne tocou para o atacante, que arriscou de fora da área e balançou as redes.

A Bélgica ampliou aos 39 minutos do primeiro tempo, novamente com Romelu Lukaku. Eden Hazard driblou dois marcadores e deu um lindo passe para o atacante, que adentrou a grande área e fez o segundo.

O terceiro gol saiu aos 32 minutos da etapa final, com Michy Batshuayi. O meia Kevin De Bruyne cruzou e achou o atacante livre na grande área. Ele dominou e chutou com força para o fundo do gol.

O quarto e último gol da partida saiu no minuto seguinte, com Kevin De Bruyne. O meia tabelou com Lukaku e, da entrada da área, bateu colocado e determinou o placar final da partida.

Agora, a Bélgica enfrenta Portugal somente no dia 6 de junho, às 16h (de Brasília), ainda sem local definido. Já a Arábia enfrenta enfrenta a Itália no dia 25 de maio, ainda sem horário e local definidos.

Confira outros resultados dos amistosos disputados nesta terça-feira:

Luxemburgo 0 x 4 Áustria
Romênia 1 x 0 Suécia
Polônia 3 x 2 Coreia do Sul



A Seleção Brasileira estará emocionalmente fortalecida na Copa do Mundo da Rússia. Nesta terça-feira, o time nacional deixou apenas para a história o fantasma que o assombrou nos últimos quatro anos ao fazer 1 a 0 sobre a Alemanha, algoz da humilhante goleada por 7 a 1 sofrida nas semifinais do Mundial realizado em casa, em Berlim.

Assim como no catastrófico 8 de julho de 2014, o Brasil não contou com o seu principal astro, o atacante Neymar, machucado. Agora, no entanto, adotou uma estratégia comedida, com três volantes, e soube aproveitar as brechas oferecidas pelo time alemão, com muitos reservas em campo. Aos 37 minutos do primeiro tempo, o centroavante Gabriel Jesus anotou, de cabeça, o único gol do amistoso.

A vitória sobre a Alemanha foi a última partida antes de o técnico Tite anunciar os seus convocados para a Copa do Mundo. Em junho, o técnico terá mais dois testes anteriores ao torneio na Rússia, contra Croácia e Áustria, ambos na Europa.

O jogo – Era impossível esquecer o 7 a 1. Com os jogadores de Brasil e Alemanha perfilados no gramado, diante de um público que fazia questão de lembrar a humilhante goleada da Copa do Mundo passada, os comandados de Tite se mostravam emocionados.

Fernandinho, um dos mais criticados por sua atuação na maior derrota do futebol nacional, estava com os olhos marejados durante a execução do Hino Nacional, assim como muitos outros. Thiago Silva, contestado pelo choro na campanha de 2014, não tinha vergonha de cantar aos berros, com os olhos fechados, extravasando o que sentia.

Desta vez, quando a bola rolou, o Brasil soube controlar as suas emoções. Tite adotou uma postura tática cautelosa, bem diferente daquela escolhida pelo colega Felipão quatro anos atrás, e orientou que a Alemanha fosse marcada desde o campo defensivo. Preservando titulares, os anfitriões ficavam mais com a bola, porém não a ponto de incomodar o goleiro Alisson.

Com o passar do tempo, a Alemanha resolveu apostar em uma série de levantamentos na área, da esquerda e da direita. A maioria deles buscava Mario Gómez, centroavante que ficava constantemente em posição de impedimento e quase sempre finalizava para fora.

Embora eficiente na defesa, o Brasil não tinha vazão de jogo. A estratégia de não atuar com um armador de origem centralizado deixou o time de Tite menos criativo, com dificuldades até de transpor a linha do meio-campo em determinados momentos, e dependente de jogadas individuais e contra-ataques.

Aos 36 minutos, a Seleção Brasileira teve a chance que tanto aguardava. Em posição duvidosa, Gabriel Jesus foi acionado por Willian no meio de dois marcadores e partiu em velocidade. Ao chegar à área, o centroavante limpou bem a jogada, deixando Boateng no chão, mas concluiu mal. A bola subiu demais.

Gabriel Jesus se redimiu já no lance seguinte. Aos 37, após um desarme de Fernandinho, Willian tabelou com Daniel Alves e fez o cruzamento da direita, para o jogador do Manchester City cabecear da entrada da pequena área. O goleiro Trapp chegou a defender parcialmente, mas não evitou que a bola entrasse.

No segundo tempo, a Alemanha tentou manter a mesma estratégia que a fez ser mais presente no ataque no primeiro. Agora, no entanto, estava em desvantagem no placar, o que a obrigava a ser mais incisiva. Do outro lado, tranquilo, o Brasil enfim se soltou e mostrou-se eficiente ofensivamente. Willian, Paulinho e Philippe Coutinho tiveram boas oportunidades para chutar a gol quase em sequência.

O técnico Joachim Low resolveu entrar em ação. Também fazendo testes para o Mundial, ele trocou Goretzka, Sané e Mario Gómez por Brandt, Stindll e Sandro Wagner. Depois, Sule substituiu Boateng, que havia se machucado em uma disputa de bola com Gabriel Jesus.

Com o jogo equilibrado, Tite também mexeu no Brasil, aos 28 minutos, mas não abriu mão do seu esquema tático com três volantes. Douglas Costa foi a campo na vaga de Philippe Coutinho com a missão de dar velocidade à equipe pela esquerda. Em algumas ocasiões, ele era tão rápido que nem os seus companheiros conseguiam acompanhá-lo.

Nos minutos finais, a Alemanha se lançou ao ataque, na expectativa de evitar o tropeço dentro de casa. Com Tite frenético à beira do gramado e a sua única substituição no amistoso, o Brasil conseguiu conter as investidas dos donos da casa e não sofrer nem um gol sequer do país que lhe aplicou sete na última Copa do Mundo. Fantasma exorcizado.

FICHA TÉCNICA
ALEMANHA 0 X 1 BRASIL

Local: Estádio Olímpico, em Berlim (Alemanha)
Data: 27 de março de 2018, terça-feira
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)
Assistentes: Mathias Klasenius e Daniel Warnmark (ambos da Súecia)
Público: 72.717 pessoas
Cartões amarelos: não houve
Gol: BRASIL: Gabriel Jesus, aos 37 minutos do primeiro tempo

ALEMANHA: Trapp; Kimmich, Boateng (Sule), Rudiger e Plattenhardt; Kroos, Gundogan (Werner), Draxler, Goretzka (Brandt) e Sané (Stindll); Mario Gómez (Sandro Wagner)
Técnico: Joachim Low

BRASIL: Alisson; Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho, Fernandinho, Willian e Philippe Coutinho (Douglas Costa); Gabriel Jesus
Técnico: Tite



O Shopping Metrô Tucuruvi, na capital de São Paulo, inaugurou um espaço para a troca de figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2018, febre entre os amantes de futebol. No “Ponto de Encontro Troca de Figurinhas”, local gratuito, crianças, jovens e adultos podem interagir com outros colecionadores.

“Preparamos um espaço convidando a todos para escalar a seleção dos sonhos para a Copa 2018”, destacou Laís Marques, gerente de Marketing do Shopping Metrô Tucuruvi.

O Ponto de Encontro Troca de Figurinhas é o primeiro de São Paulo e o primeiro da Zona Norte da cidade. O espaço, aberto no último dia 24, possui decoração especial para os colecionadores do álbum da Copa do Mundo.

As mesas e pufes, em formato de bola, dão um toque futebolístico ao espaço, que também tem piso de grama sintética, lembrando um campo de futebol. Nas paredes, foram montados painéis para que os clientes escolham sua seleção dos sonhos com os melhores jogadores do mundo, usando a papelaria disponível no local.

O espaço funciona de segunda-feira a sábado, das 10h00 às 22h00 (horário de Brasília), e aos domingos e feriados, em horário diferente: das 14h00 às 20h00. O endereço fica na Av. Dr. Antonio Maria Laet, 566, no Tucuruvi, em São Paulo.

Espaço foi aberto para amantes de futebol e colecionadores do álbum de figurinhas da Copa (Foto: Divulgação)


Em partida amistosa realizada na Allianz Riviera, casa do Nice, da França, a Tunísia derrotou a Costa Rica pelo placar de 1 a 0. A Costa Rica está no grupo E da Copa do Mundo, junto de Brasil, Sérvia e Suíça. Já a Tunísia, pertence ao grupo G, mesma chave de Bélgica, Inglaterra e Panamá.

Antes do Mundial, o time vencedor ainda tem dois amistosos: dia 28/05, contra Portugal, e dia 09/06, contra a Espanha. A Costa Rica, por sua vez, ainda entra em campo três vezes antes do Mundial: dia 03/06, contra a Irlanda do Norte, dia 07/06, contra a Inglaterra, e dia 11/06, contra a Bélgica.

Seleção tunisiana comemora o gol marcado por Kahzri (Foto: Valery Hache/AFP)

O jogo – A primeira chance do jogo foi da Tunísia, logo aos quatro minutos. Após cobrança de falta na área, Ben Youssef mergulhou de cabeça, e a bola saiu à direita do gol de Navas. A Costa Rica respondeu um minuto depois, com Bryan Ruiz. O jogador puxou o contra-ataque desde o campo defensivo, ganhou dos marcadores na corrida, limpou para a perna direita e finalizou, mas o chute saiu fraco. Aos oito, mais uma chance costa riquenha: Após cobrança de escanteio, Borges emendou uma bicicleta, e a bola saiu tirando tinta da trave.

Depois de um começo muito movimentado, a partida começou a esfriar a partir dos 10 minutos. Aos 17, Urena tentou para a seleção da América, mas pegou muito mal, e a bola quase saiu pela lateral do campo. Com o jogo truncado, o clima começou a esquentar na França. Aos 29, Khazri e Waston se estranharam, e o árbitro precisou intervir na confusão.

Aos 35 minutos, Khazri foi acionado pela direita, ganhou do marcador na corrida e, na saída de Navas, finalizou travado. A bola ainda sobrou, e o meia-atacante só empurrou para o gol vazio, abrindo o placar para os tunisianos. Aos 41, Badri puxou o contra-ataque, avançou com liberdade, arriscou da entrada da área e ficou muito perto de ampliar o placar.

A etapa complementar apresentava o mesmo panorama do primeiro tempo, porém com menos chances de gol. A Tunísia dominava o jogo, com maior posse de bola, mas não criava, enquanto a Costa Rica seguia muito mal, sem conseguir encaixar contra-ataques.

Aos 23, a seleção costa riquenha errou na saída de bola, Kahzri roubou e acionou Badri, que acabou travado. Aos 29, após cruzamento na área, Ben Youseff completou de perna direita e carimbou a trave.

Aos 37, em uma das raras chegadas do time costa riquenho, Mitchell recebeu dentro da área e finalizou rasteiro, obrigando o goleiro Hassen a se esticar todo para fazer a defesa. Daí para frente, sempre com a bola nos pés, a Tunísia apenas esperou o apito final, que veio aos 48 minutos.

Eslovênia é derrotada pela Bielorússia em casa

Em partida entre duas partidas que não estão na Copa do Mundo, a Eslovênia recebeu a Bielorússia e perdeu pelo placar de 2 a 0, alcançando assim a marca negativa de quatro partidas sem vitória. Os gols do jogo foram marcados por Skavysh, aos 36 minutos do primeiro tempo e por Saroka aos 49 da segunda etapa.



Na tarde desta terça-feira, a Dinamarca recebeu o Chile, na Nordjyske Arena, em partida amistosa que acabou sem gols. Ambas as seleções vinham de vitória, a equipe de Reinaldo Rueda derrotou a Suécia por 2 a 1, no último sábado. Já o esquadrão comandado pelo meio-campista Christian Eriksen derrotou o Panamá por 1 a 0, na quinta-feira.

Durante grande parte da partida, a seleção dinamarquesa foi melhor, mas pecou nas finalizações, e a La Roja, sem criação no meio de campo, não conseguiu criar boas oportunidades, com isso o placar terminou zerado.

Eriksen e Medel disputam a bola (Foto: Henning Bagger/AFP)

O Chile começou imprimindo um rimo intenso, e antes dos 10 minutos já havia criado duas chances perigosas. A primeira com Paulo Díaz, em arremate de fora da área que obrigou Schmeichel a fazer boa defesa. A segunda através de Pablo Hernández, que cabeceou para outra intervenção do goleiro dinamarquês.

Passados os primeiros minutos, a Dinamarca cresceu na partida e ofereceu perigo com Andreas Cornelius. Eriksen enfiou bola para o atacante, que, frente a frente com o goleiro, pegou torto e isolou. Aos 34, o meio-campista do Tottenham girou dentro da área e chutou para Johnny Herrera espalmar, no rebote a bola chegou para Cornelius, que tentou finalizar de carrinho, mas a zaga chilena conseguiu salvar quase em cima da linha do gol.

Nos minutos finais, a Dinamarca tomou conta do jogo e sufocou o Chile. Aos 38, Jonas Knudsen cruzou para Lassa Schone cabecear, a bola tomou direção ao ângulo de Johnny Herrera, mas o goleiro foi bem para praticar outra grande defesa. Apesar da superioridade, os mandantes não conseguiram abrir o placar, que acabou zerado na primeira etapa.

O segundo tempo teve um início com as duas equipes brigando pela bola no meio de campo.  Aos oito minutos, Sisto recebeu passe na entrada da área e chutou de primeira, mas por cima da meta. Depois de dois minutos foi a vez de Cornelius perder grande chance. Em contra-ataque puxado por Eriksen, Braithwaite colocou a bola na cabeça do atacante, que finalizou para fora.

Com as duas defesas bem postadas, os ataques não conseguiram criar oportunidades de gol até o final da partida, terminada em 0 a 0.

Sem Salah, Egito perde; Senegal empata 

Sem Salah, que sequer entrou na partida, o Egito perdeu para a Grécia em Zurique, na Suiça, pelo placar mínimo. O único gol da partida foi marcado por Niko Karelis. Já o Senegal, de Sadio Mané, ficou no empate sem gols diante da Bósnia e Herzegovina, em jogo disputado no Stade Océane, na França.

Confira outros resultados de amistosos das 15h desta terça-feira:
Hungria 0x1 Escócia
Costa do Marfim 2×1 Moldávia



Suíça goleou a seleção de Panamá por 6 a 0 (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP(

Primeira seleção que medirá forças com o Brasil na Copa do Mundo da Rússia deste ano, a Suíça goleou o Panamá nesta terça-feira em amistoso preparatório para o torneio. Em partida realizada na Swissporarena, a equipe da casa derrotou a equipe da América Central por 6 a 0, sendo quatro gols no primeiro tempo e mais dois na etapa final.

A seleção suíça apresentou um ótimo futebol e mostrou que além de uma defesa extremamente sólida, o ataque também tem pontos que podem apresentar perigo ao Brasil na Copa do Mundo. Com boas trocas de passes no meio de campo, a seleção comandada por Vladimir Petković, foi muito superior e abriu uma enorme vantagem antes mesmo do intervalo.

Logo aos 22 minutos, Blerim Dzemaili abriu o placar para os suíços. Dez minutos mais tarde, Xhaka ampliou o placar em cobrança de pênalti. Aos 33, o jovem Embolo marcou mais um e Zuber transformou a vitória em goleada aos 39 minutos da primeira etapa..

Na segunda etapa, o ritmo da equipe sofreu uma queda brusca. Os únicos jogadores que mostraram um ímpeto mais forte foram os reservas que entraram no intervalo da partida. Logo aos  quatro minutos, Josip Drmic marcou o quinto gol suíço e Frei fechou a goleada aos 23 minutos da etapa final.

Suíça e Brasil estreiam na Copa do Mundo no dia 17 de junho, em Rostov. Além das duas seleções, o Grupo E da Copa do Mundo conta com Costa Rica e Sérvia.