Cartola da Libéria admite tráfico de 23 jogadores menores para time do Laos

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A Federação Liberiana de Futebol admite omissão no tráfico de jogadores contratados por um time de Laos sem registro junto à Fifa. Foram 23 garotos com menos de 18 anos que trocaram a Libéria pelas categorias de base do Champasak United em megatransferência que não foi registrada em nenhuma entidade.

“Seja qual for o papel que tivemos, acho lamentável. Talvez devêssemos ter feito mais do que fizemos”, discursa o presidente da Federação Liberiana, Musa Bility, à BBC. “Provavelmente precisamos de uma investigação e temos que trazê-los para casa”, fala o dirigente.

As condições dos garotos no Champasak United são das piores. Sem receber salários, eles foram obrigados a fazer serviços diversos e a dormir no chão, em uma sala dentro do estádio do clube. Seis dos jogadores se recusaram a deixar Laos e seguem no clube como estrangeiros e jogadores ilegais.

Especula-se que cerca de 15 mil jogadores menores de idade deixem o Oeste da África por ano para se aventurar no futebol de outros países. A Fifa garante que abriu investigação para tentar localizar os responsáveis pelo tráfico de atletas.

Menores da Libéria trocaram país por time do Laos sem saber que encontrariam péssimas condições

Menores da Libéria trocaram país por time do Laos sem saber que encontrariam péssimas condições - Credito: Reprodução/TV

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