No Brasil desde a última semana, o Shakhtar só completou seu elenco de forma definitiva na última segunda-feira, com a chegada dos atacantes Douglas Costa e Bernard. O último passava férias no Brasil após a virada do ano, e se juntou ao grupo com três dias de atraso depois da estadia em Belo Horizonte, sua terra natal. Antônio Carlos Zago, que se tornou auxiliar-técnico do Shakhtar em 2013 após passar por alguns clubes brasileiros, chamou a atenção de Bernard, que já reincidente em questão de atraso, mas disse não acreditar em uma punição mais severa.
Contratado pelos ucranianos após se destacar com o Atlético-MG na Libertadores de 2013, conquistando o título inédito ao vencer o tradicional Olimpia-PAR na final, Bernard chegou a integrar a Seleção que disputou o Mundial no Brasil e foi eliminado nas semifinais após sofrer goleada para a Alemanha. O brasileiro integrou o time titular do Shakhtar em algumas oportunidades, mas passou a maior parte da primeira temporada em Donetsk ocupando lugar na reserva.
Ciente deste período de adaptação, Zago chamou a atenção do compatriota com relação aos atrasos. “Ele já teve esses problemas de atraso na reapresentação, isso nunca é bom até porque acaba fechando a porta para outros brasileiros. Ele foi reincidente, terá de pagar uma multa, mas não deixará de ter suas oportunidades. O treinador (Mircea Lucescu) não guarda mágoa de ninguém, sempre quer dar oportunidades aos jogadores. Bernard é um atleta que o clube conta muito por tudo que eles pagaram na negociação”, considerou o auxiliar, em entrevista à ESPN.
Junto com Douglas Costa, Bernard se reapresentou ao grupo do Shakhtar antes de viajar para amistoso com Bahia - Credito: Divulgação
O atacante Wellington Nem, um dos 13 brasileiros que compõe o elenco do Shakhtar, teceu elogios ao ambiente do clube e à relação com o técnico que, inclusive, teve aulas particulares de português para conseguir se comunicar melhor com os jogadores. Especulado em alguns clubes do Brasil, entre eles o São Paulo, Nem não comentou sobre transferências, algo que, segundo o empresário Eduardo Uram, não deve acontecer em 2015.
“Eu cheguei no Shakhtar (em 2013) e já tinham muitos brasileiros no elenco, o Lucescu (técnico) gosta. A gente se reúne bastante, faz churrasco e festa. Os ucranianos nos tratam muito bem, nos levam a lugares que não conhecemos. O convívio com o técnico é legal também, ele nos trata bem e não temos dificuldade de comunicação”, falou o atacante.