O presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, segue na mira da Justiça espanhola pelas fraudes fiscais na transferência de Neymar ao clube catalão. Em depoimento nesta sexta-feira, o mandatário garantiu durante seu depoimento que não interviu em nenhum dos contratos referente à contratação do brasileiro.
Segundo o diário espanhol Marca, quando interrogado Bartomeu alegou não ter participado do processo que levou Neymar ao Barcelona em junho de 2013. Esta era responsabilidade de Sandro Rossell, presidente do clube à época. Desta forma o atual mandatário nega qualquer culpa na fraude fiscal de 2,8 milhões de euros (cerca de R$ 6 mi).
A contratação do atacante custou ao clube catalão um total de 94,8 milhões de euros (cerca de R$ 305 mi), muito mais do que os 57,1 milhões anunciados pelo próprio Bartomeu meses depois da assinatura do contrato. Em 2013 ele ocupava cargo de diretor do Barça, tendo se tornado presidente depois da renúncia de Sandro Rossell, em janeiro de 2014.
Entenda o caso – Neymar se transferiu ao Barça em julho de 2013. Os valores não foram divulgados na época, mas o então diretor Josep Maria Bartomeu revelou meses depois que o negócio custou 57 milhões de euros (cerca de R$ 183 mi). Este valor, passou a ser adotado como oficial até mesmo pelo então presidente do Barça, Sandro Rosell.
Em janeiro do último ano, porém, um sócio do clube catalão acusou o mandatário de desviar 40 milhões de euros (cerca de R$ 128 mi, na cotação atual) a uma empresa do pai de Neymar durante a transação. A acusação contabilizava as luvas recebidas pelo craque, as parcerias sociais e de marketing e o acordo de prioridade com o Santos. Tudo isso elevaria os valores da transferência, então a fraude está sendo investigada pela Justiça espanhola.
