Embora a diretoria do Paris Saint-Germain tenha considerado os quatro jogos de gancho de Ibrahimovic uma punição "deproporcional", alguns atletas franceses, como o atacante Alexandre Lacazzete, consideram que o sueco mereceu a suspensão por ter desrespeitado a pátria francesa.
“Os jogadores precisam ter cuidado com a imagem que transmitem, mesmo que muitas vezes seja difícil ter controle. Não é normal que Ibrahimovic insulte o nosso país. Ele nos deve respeito”, afirmou o jogador em entrevista ao jornal Le Progrès.
O camisa 10 do PSG foi suspenso pela Federação Francesa de Futebol por sua atitude após derrota por 3 a 2 para o Bordeaux, no dia 15 de março, pelo Campeonato Francês. Câmeras da emissora Canal+ flagraram o atleta criticando o árbitro e a própria França.
"Em 15 anos de carreira, nunca vi um árbitro assim. País de merda. Este país não merece o PSG", disse o jogador. Ibra gravou um vídeo pedindo desculpas à França e aos franceses, divulgado pelo site do clube parisiense, mas não chegou a se retratar com o juiz.
O gancho só vale para os jogos da principal competição nacional, o que permite que Ibra atue pela Copa da Liga Francesa e pela Liga dos Campeões. No entanto, por ter sido expulso diante do Chelsea nas oitavas de final, o sueco não pode entrar em campo na derrota por 3 a 1 para o Barcelona na última quarta-feira, mas está liberado para atuar no segundo embate, na próxima semana.
A punição de Ibra, assim como a de Dimitri Payet, meia do Olympique de Marselha, se deu a partir de gravações divulgadas pelo mesmo canal de televisão. Desse modo, os arquirrivais decidiram se unir fora de campo para boicotar a emissora.
"Com o objetivo de evitar um novo mal-entendido e preservar o interesse e a regularidade do campeonato a sete rodadas de seu fim, os dirigentes do Paris Saint-Germain e do Olympique de Marselha decidiram não fazer declarações públicas diante dos jornalistas e das câmeras da emissora Canal+ até o dia 30 de maio, dia da final da Copa da França”, divulgaram as equipes em comunicado oficial.
Lacazzete criticou o boicote. “Não compreendo. É em parte graças ao Canal+ que há dinheiro. Foram os primeiros a utilizar as imagens quando foram atacados, como aconteceu no caso Brandão com Thiago Motta", disse o atleta.
Em agosto do ano passado, o atacante brasileiro Brandão, do Bastia, foi flagrado por câmeras da emissora dando uma cabeçada em Thiago Motta, do PSG, no túnel de acesso ao gramado. Após uma discussão, Brandão atingiu Motta e saiu correndo. O brasileiro foi condenado a um mês de prisão e precisou pagar uma multa de 20 mil euros pelo incidente.