Na abertura da Copa das Nações Africanas, a anfitriã Guiné Equatorial empatou em 1 a 1 com o Congo no Estádio de Bata, na tarde deste sábado. Com o resultado, as equipes empatam na liderança do Grupo A, que também conta com Burkina Faso e Gabão.
O atacante Emilio Nsue, espanhol naturalizado uineense, abriu o placar para os donos da casa logo aos 16 minutos de partida. O jogador do Middlesbrought, da segunda divisão do Campeonato Inglês, foi lançado na área por Kike Boula, deixou para trás os marcadores e mandou a bola para o fundo das redes, sem dar chances ao goleiro Mafoumbi.
Guiné Equatorial e Congo empataram na abertura da 30ª edição da Copa Africana das Nações - Credito: AFP
A Guiné Equatorial desperdiçou boas chances de aumentar a vantagem durante toda a partida. No segundo tempo, Nsue voltou a marcar, mas o árbitro assinalou impedimento e anulou o tento.
Mas aos 42 minutos, os donos da casa viram o Congo anotar o gol de empate pelos pés de Thievy Bifouma. O francês naturalizado congolês correu, invadiu a área e mandou a bola entre as pernas do goleiro Ovono, deixando tudo igual em Bata. Os guineenses ainda sofreram com a pressão nos instantes finais. Aos 45, Thievy recebeu um passe cirúrgico de Malonga na área, mas mandou em cima do goleiro e a partida terminou em 1 a 1.
O próximo compromisso da Guiné Equatorial será na quinta-feira, às 14h (de Brasília), diante da seleção de Burkina Faso pela segunda rodada do Grupo A. No mesmo dia, às 17h, Congo duela com Gabão.
Nsue abriu o placar para os donos da casa logo aos 16 minutos, mas viu Thievy deixa tudo igual nos instantes finais - Credito: AFP
O torneio, que acontece a cada dois anos e é a mais tradicional da África, começou neste sábado e vai até o dia 9 de fevereiro. São 16 seleções participantes divididas em quatro grupos. Na última edição, em 2013, a Nigéria se sagrou campeã, mas desta vez a seleção caiu ainda nas Eliminatórias e não garantiu vaga na competição. Assim, os favoritos são Costa do Marfim, Camarões e Argélia, participantes da Copa do Mundo de 2014.
Todas as seleções que disputarão a competição serão submetidas a testes para detecção do vírus ebola. Aqueles que mostrarem qualquer sinal de contaminação ou que se recusarem a ser examinados podem ficar em quarentena por até 21 dias. Na partida inicial, alguns torcedores carregaram cartazes clamando pela erradicação da doença.
