O Complexo Serra Dourada, em Goiânia, irá passar pela maior reforma de sua história, que busca utilizar R$ 400 milhões de investimentos privados para modernizar o local. O projeto planeja reformar todos os setores do estádio, fazendo melhorias também nos acessos de pedestres e veículos. Além disso, existe a intenção de ampliar a capacidade com o objetivo de receber eventos variados. A previsão de entrega da reforma é para 2028.
Ao longo dos anos, o Serra Dourada foi muito utilizado por times como Atlético-GO, Goiás e Vila Nova, todos atualmente jogando a Série B do Campeonato Brasileiro. Sendo um estádio pertencente ao governo estadual, foi pouco a pouco deixando de receber partidas, uma vez que os estádios particulares foram ganhando mais espaço no futebol goiano, como o Antônio Accioly, do Dragão, a Serrinha, do Esmeraldino, e o OBA, do Tigre.
O último duelo recebido pelo estádio aconteceu em abril deste ano, no confronto entre Goiás e Cruzeiro pela quinta fase da Copa do Brasil. Desde 2023 apenas sendo palco de sete jogos oficias, o local foi fechado para a reforma em andamento e tem previsão de voltar em junho de 2028.
Após a vistoria realizada na última quarta-feira, o governador de Goiás, Daniel Vilela, acompanhou o andamento das obras de modernização do Complexo Serra Dourada. No estádio, com a demolição da antiga estrutura do setor da geral já concluída e os assentos removidos, os trabalhos avançam para a fase de fundação da nova arquibancada inferior e da área destinada aos futuros camarotes. Também seguem em estágio final as intervenções nos bares e banheiros dos anéis internos.
O projeto prevê a transformação do Serra Dourada em uma arena de padrão internacional, inspirada em grandes estádios da NFL, principal liga de futebol americano do mundo. Entre os diferenciais, o complexo contará com os primeiros camarotes fixos do Brasil posicionados ao nível do gramado, a poucos metros dos jogadores e dos bancos de reservas.
As obras incluem ainda a aproximação das arquibancadas ao campo, o rebaixamento do gramado em 1,5 metro e a construção de 23 camarotes à beira do campo. Para garantir visibilidade total acima das placas de LED e dos bancos de reservas, esses espaços terão piso elevado em um metro. O setor também contará com 46 assentos acessíveis destinados a pessoas com deficiência (PCD) e pessoas com obesidade (PO).
As melhorias se estendem à infraestrutura e à logística do complexo. O túnel sudoeste será adaptado para receber uma via exclusiva para veículos pesados, facilitando a operação de grandes eventos. Já no Goiânia Arena, as intervenções voltadas à circulação do público e à eficiência operacional seguem dentro do cronograma.
Desenvolvido sob o conceito de operação continuada, o plano permite que o Complexo Serra Dourada permaneça em funcionamento durante toda a execução das obras, preservando a programação de shows, as atividades do Goiânia Arena e o uso dos estacionamentos.
Durante a visita, Daniel Vilela ressaltou a importância do empreendimento para ampliar a capacidade de Goiânia em receber grandes eventos. Às vésperas do aniversário de 93 anos da capital, celebrado em 24 de outubro, o governador definiu a obra como “mais um grande presente aos goianienses”.
O vice-governador também destacou o fortalecimento da cidade como polo de eventos, lembrando a realização da etapa brasileira da MotoGP em 2026 e a confirmação de mais quatro edições da competição. Segundo ele, Goiânia reúne atualmente condições favoráveis para atrair investimentos e grandes atrações, apoiada por avanços em segurança pública e mobilidade urbana.
Além da modernização esportiva, a proposta busca consolidar o Complexo Serra Dourada como referência para eventos internacionais, shows, feiras de negócios e festivais gastronômicos, impulsionando o turismo e a economia da região.
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