Julio Rocha foi presidente da Federação da Nicarágua de Futebol (Fenifut) por 26 anos (Foto: AFP)
Julio Rocha, ex-presidente da Federação de Futebol da Nicarágua será extraditado aos Estados Unidos após o Tribunal Federal da Suiça ter confirmado a decisão nesta segunda-feira. O ex-dirigente está preso há um ano no país é um dos cartolas acusados de corrupção no escândalo da Fifa desvendado pelo FBI no ano passado.
Julio Rocha foi um dos dirigentes presos em um luxuoso hotel em Zurique, onde estavam hospedados para participar em um congresso na Fifa. Ele é acusado de estar envolvido em um esquema de venda de direitos de transmissão para eventos da entidade. Entre os detidos também estava José Maria Marin, ex-presidente da CBF e extraditado para Nova York, onde possui residência e cumpre prisão domiciliar.
O ex-presidente da Federação de Futebol da Nicarágua será extraditado aos Estados Unidos nos próximos dias escoltado por agentes norte-americanos que já estão na Suíça para dar prosseguimento ao caso. Julio Rocha requisitou uma extradição ao seu país de origem, no entanto, não apresentou bases necessárias para que o Tribunal considerasse a possibilidade.
Se o pedido de Julio Rocha foi negado, a solicitação dos Estados Unidos para que o dirigente fosse extraditado à América do Norte foi aceita, já que cumpre todas as exigências judiciais da Suíça. Com isso, praticamente um ano após sua detenção, o nicaraguense deverá continuar seu cumprimento de pena bem distante do local em que começou seu martírio.