Dorival já prevê jogos ruins e detona: “Dirigente não entra em campo”

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O técnico Dorival Júnior reclamou da maratona de jogos do Santos nos próximos dias (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Depois do empate em 1 a 1 com o Sport, em Recife, o Santos já pensa no clássico contra o São Paulo, que será disputado nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. E Dorival Júnior não esconde sua preocupação com a queda de rendimento da equipe evidenciada contra os pernambucanos, além de protestar pela vantagem tricolor para o duelo da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

"O São Paulo jogou sábado, e nós jogamos domingo no último horário. As cobranças são as mesmas de sempre. Tem que fazer o resultado sempre. Só mostro o que pode vir a acontecer. Está na hora de mudar, porque dirigente não entra em campo", esbravejou o treinador santista, que em seguida terá de preparar o time para enfrentar a Ponte Preta, em Campinas, às 11 horas do domingo.

"Não são ouvidos quem faz parte do espetáculo. Só são cobrados. Nós jogaremos na quarta. Pegamos a Ponte domingo de manhã. Tanto para nós, quanto para a Ponte será desgastante. Será sol a pino. Jogo lento, com cansaço", projetou.

O técnico Dorival Júnior reclamou da maratona de jogos do Santos nos próximos dias (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

O técnico Dorival Júnior reclamou da maratona de jogos do Santos nos próximos dias (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

O técnico do Peixe quer que o torcedor entenda o momento e os motivos da equipe não conseguir manter o mesmo nível de alguns jogos atrás. Diante disso, Dorival também começa a preparar terreno para iniciar um rodízio na escalação dos jogadores em função do desgaste de alguns e de lesões de outros. Aliás, a alternância dos nomes em campo, hoje tão usual, fez Dorival comparar a diferença na cobrança dada pela imprensa nestes casos.

"Típica situação para que o brasileiro tenha que amadurecer. Quando fizeram, era 'professor pardal'. De repente, a aceitação muda um pouco, porque o Osorio, que faz um belo trabalho, e o Aguirre vieram com outro perfil. Já usavam isso em seus clubes de origem", lembrou, citando os exemplos do técnico colombiano do Tricolor Paulista e o ex-treinador uruguaio do Internacional de Porto Alegre.

"O brasileiro tem que mudar. Se poupar e os resultados não acontecerem, a cobrança bate no treinador. Foi assim com o Aguirre. Preferíamos que tivéssemos seis jogos no mês. Seria ótimo. Esses garotos aqui são heróis", cravou.

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