Estreando no comando da Ponte Preta para substituir Guto Ferreira, Doriva tinha uma missão espinhosa pela frente: encarar o Flamengo, que vinha sob a batuta de Paolo Guerrero e buscando crescer na competição. Contando com o apoio do público no Moisés Lucarelli e a determinação dos jogadores, o treinador pôde debutar com vitória e comemorou o início com o pé direito no comando da equipe.
“A torcida é fundamental para nós. Ela nos encorajou. Encheu o Moisés e nos ajudou nos momentos difíceis. A Ponte faz 115 anos nesta terça-feira e essa vitória é para eles. E também para os pais. Esperamos que na quinta-feira voltem a nos apoiar, porque a presença deles é fundamental para a nossa equipe”.
Doriva também não nega que a herança deixada por Guto tenha contribuído para boa atuação no último domingo: “Eu achei que tem muita coisa do Guto ainda. O que tentei fazer foi por um pouco a minha cara, mas ainda falta muito. Mas conseguimos resgatar a alegria, a motivação, fazer com que eles fossem aguerridos e nisso eles foram exemplares. Foi o diferencial para conquistarmos a vitória”.
O treinador ainda elogiou o posicionamento da Macaca na partida, e planeja uma evolução na parte tática para os próximos jogos: “Eu gostei muito do posicionamento. Mas ainda vamos encaixar essa leitura tática. Nesse jogo, em que nosso adversário é de alto nível, ficávamos atrás da linha da bola. Em outros jogos temos que fazer essa bola circular. As chances foram equiparadas. O Campeonato Brasileiro é decidido em detalhes e defendemos o resultado, que era muito importante”.
Para enfrentar o Avaí, na próxima quinta-feira, em Campinas, o técnico promete uma Ponte Preta marcando adiantado e agredindo os catarinenses: “É outro jogo complicado. Obviamente que vamos tentar nos impor. Estaremos jogando em casa. E nestes dias que temos para trabalhar, vamos procurar atuar para que a equipe tenha uma marcação adiantada e crie mais chances”.