CPI investiga superfaturamento em compra de sede da CBF, diz jornal

São Paulo, SP

10-12-2015 11:35:30

As polêmicas não param na Confederação Brasileira de Futebol. A mais nova, aponta para uma investigação da CPI do Futebol no Senado por indícios de superfaturamento na compra do prédio da nova sede da CBF, além de um desvio de recursos durante as obras do local. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo, desta quinta-feira.

O edifício usado pela Confederação foi comprado pelo valor de R$ 70 milhões, ainda em junho de 2012, quando a entidade estava sob o comando de José Maria Marin – atualmente, preso nos EUA, acusado de corrupção. O dirigente à época dava nome ao prédio.

As reformas da luxuosa construção, localizada na Barra da Tijuca, também não foram baratas. Por RS23 milhões, Marin e Del Nero – vice-presidente à época – conseguiram deixar o edifício “habitável”. Entretanto, apesar das altas cifras, a Comissão Parlamentar apurou que o valor pago nas obras supera em 30% a realidade.

Além disso, o fato de o prédio ter sido adquirido por meio de intermediários, aumentam as suspeitas de desvio de recursos. A CBF, por sua vez, explicou em 2013 no seu balanço financeiro que três empresas independentes avaliaram o valor da compra do edifício.

Entretanto, "as auditorias contratadas usaram documentos fornecidos pela CBF e, em uma delas, o levantamento admite que não investigou a autenticidade dos papéis, apostando na 'boa fé' da instituição do futebol', afirma a matéria.

Em resposta ao Estadão, a CBF garante que "não existe nenhuma margem para suspeita de superfaturamento da sede da CBF nem de sua reforma".

"A entidade pagou pelo imóvel valores compatíveis com os praticados no mercado imobiliário do Rio à época, em sintonia com os laudos de avaliação de empresas especializadas e em bases inferiores ao valor venal atribuído pela Prefeitura. Todos os gastos da reforma foram auditados e aprovados sem ressalvas por empresa de auditoria independente".

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