Capitão do Brasil, Marcelo combate acomodação após classificação

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Lateral esquerdo é um dos homens de confiança de Tite na Seleção Brasileira (foto: Pedro Martins/Mowa Press)

Lateral esquerdo é um dos homens de confiança de Tite na Seleção Brasileira (foto: Pedro Martins/Mowa Press)

O lateral esquerdo Marcelo foi contemplado com a faixa de capitão da Seleção Brasileira contra o Equador, na quinta-feira, na Arena do Grêmio – o técnico Tite adota um rodízio na função. Em seu primeiro ato como líder, o jogador do Real Madrid pregou contra a acomodação na única equipe sul-americana já classificada para a Copa do Mundo de 2018.

“Não existe tranquilidade por já estarmos classificados. Sabemos o que temos que melhorar. O professor Tite sempre vem com uma coisa nova. Nunca está bom. É um caminho duro porque queremos colocar a Seleção no lugar mais alto, onde ela deve estar. Para chegar lá, temos que sofrer. Então, a mentalidade não muda”, discursou Marcelo, para quem o Brasil “não ganhou absolutamente nada”.

Ouvindo com atenção as palavras do seu lateral esquerdo, Tite se encheu de orgulho principalmente quando ele falou sobre o prazer de defender o time nacional. “Fico muito feliz por ter ganhado a Champions League, mas o que não tem preço é representar o meu país, ver o povo feliz, a minha família sorrindo. Isso é muito maior do que uma Champions”, bradou Marcelo. “Essa foi a resposta que ele me deu por telefone”, interrompeu o técnico.

Com essa postura, na visão de Tite, Marcelo está pronto para ser mais um jogador a usar a braçadeira do Brasil. “Sou o décimo que vestirá essa faixa nessa Seleção, mas não muda muita coisa. Cada um tem a sua parcela de ajuda aqui dentro. O Tite sempre deixa isso bem claro para a gente”, disse.

O que também não muda, segundo Marcelo, é o comportamento dos jogadores do Brasil. Contestador diante de jornalistas, o jogador não gostou de ouvir que o elenco era menos brincalhão antes de confirmar presença no Mundial da Rússia.

“Vocês não viam brincadeiras porque não queriam. A gente era igual quando o Brasil não estava classificado – ria, ficava triste, irritado... Essa tranquilidade não é agora. O professor passa a tranquilidade para a gente executar o nosso trabalho”, concluiu o capitão do Brasil.

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