O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que pretende combater as apostas esportivas no Brasil e afirmou que, se depender de seu governo, as chamadas bets serão encerradas no país. A declaração foi feita durante um comício, na noite desta sexta-feira, e reforçada por meio das redes sociais neste sábado.
Ao comentar o avanço das casas de apostas no futebol brasileiro, Lula afirmou que o sucesso dos clubes nacionais independe do setor.
“São Paulo, Santos, Grêmio, Flamengo, Internacional e Corinthians foram campeões do mundo antes das bets. Bet não é futebol. É vício, endividamento e sofrimento para muitas famílias. Se depender de mim, vamos acabar com as bets e combater a lavagem de dinheiro e a roubalheira. Eu não sou dono de bet. Sou presidente da República e vou enfrentar esse problema”, escreveu o presidente em publicação acompanhada de um vídeo do discurso.
São Paulo, Santos, Grêmio, Flamengo, Internacional e Corinthians foram campeões do mundo antes das bets.
Bet não é futebol. É vício, endividamento e sofrimento para muitas famílias. Se depender de mim, vamos acabar com as bets e combater a lavagem de dinheiro e a roubalheira.… pic.twitter.com/5wPvdgY75V
— Lula (@LulaOficial) September 19, 2026
Na última quinta-feira, clubes do futebol brasileiro se posicionaram contra uma possível proibição das apostas esportivas no país. Em manifesto assinado por Botafogo, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Santos, São Paulo, Vasco e pela Federação Paulista de Futebol, as entidades defenderam a manutenção do mercado regulamentado.
Os clubes reconheceram os impactos sociais das apostas, mas afirmaram que o caminho passa por fiscalização, educação e proteção ao consumidor, e não pela proibição. Também destacaram que as casas de apostas se tornaram uma importante fonte de receita para o futebol brasileiro, financiando desde equipes da elite até projetos sociais, categorias de base e o futebol feminino.
No documento, as entidades alertam que uma mudança abrupta na legislação poderia comprometer contratos e planejamentos financeiros, além de favorecer o crescimento de plataformas clandestinas. Ao final, defenderam o aperfeiçoamento da regulamentação e resumiram sua posição em uma frase de impacto: “Se acabar com o mercado regulado, as apostas não acabam. O futebol é quem acaba.”
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