Atletas do Figueira citam gritos de “olé” como motivação e exaltam garra

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Após primeiro tempo equilibrado, a Chapecoense abriu 2 a 0 no placar até os dez minutos da etapa complementar do clássico catarinense deste domingo. Mesmo em plena Arena Condá, entretanto, o Figueirense partiu para cima, descontou com Dudu e empatou com Marcão. Para o autor do primeiro gol alvinegro, a postura da torcida adversária, que chegou a gritar “olé”, serviu de motivação para que os visitantes igualassem o marcador.

“Cara, vou falar a realidade. Os únicos que acreditavam que podiam empatar éramos nós mesmos. A torcida gritando olé, fazendo o caramba, e a gente foi lá e correu atrás. Não tem essa de ‘olé’, não. Eles poderiam gritar agora (ao fim do jogo), mas enquanto a bola está rolando, tem que respeitar nossa equipe”, disse Dudu, que recebeu seu terceiro cartão amarelo e desfalca o time nesta quarta-feira contra o São Paulo, no Orlando Scarpelli.

Em meio à entrevista, o atacante ainda foi confrontado por Neto, da Chape, disparando: “você tem que respeitar nosso torcedor!”.

Já para Marquinhos Pedroso, apesar de não ser o resultado buscado pelo Figueira a princípio na Arena Condá, é preciso dar valor ao empate conquistado, que amplia a série de invencibilidade alvinegra diante da Chapecoense para oito jogos.

“A gente sai extremamente feliz. Claro que inicialmente não era o resultado que queríamos, mas feliz pela entrega do time e por ter buscado o empate apesar de ter saído dois gols atrás. Enfrentamos a adversidade, corremos atrás e podemos comemorar o empate, que ficou de bom tamanho”, avaliou o lateral esquerdo.

Agora com 19, o Figueirense tem precisamente o número de pontos que o impede de entrar na zona de rebaixamento na próxima rodada, uma vez que o 17º colocado Goiás tem apenas 15. Para conquistar empate fora de casa em circunstâncias difíceis, a maior virtude da equipe alvinegra foi ser guerreira, na avaliação do zagueiro Bruno Alves.

“Foi um jogo muito difícil, no qual a equipe adversária marcou gols em felicidade deles e saiu na frente. Mas nosso time é de guerreiros, como diz o Argel, de soldados. Pode estar dois, três, mas nunca vamos deixar de lutar. Podemos estar perdendo, podemos até mesmo perder, mas nunca vamos deixar de lutar. E hoje a luta foi justa, merecemos e conseguimos o empate”, falou o defensor, que teve suas palavras reforçadas justamente pelo treinador Argel Fucks.

“Essa equipe tem uma característica de não se entregar. Pode ser que não era, mas agora é. Essa é literalmente uma equipe de soldados, quando mais hostilidade, mais cobrança e mais pressão, mais a gente se fortalece. É um grupo forte, que aguenta pressão. É uma equipe de macho”, enalteceu o técnico.

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