Andrés explica veto corintiano ao árbitro de vídeo: "Não tem padrão"

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O presidente Andrés Sanchez teve o seu primeiro ato no cargo na última segunda, quando compareceu ao Congresso Técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. Entre outros pontos, o mandatário fez questão de explicar por que foi contra o estabelecimento do árbitro de vídeo, conhecido como VAR na sigla em inglês, para a disputa do Campeonato Brasileiro desta temporada.

"Não tem um padrão ainda, mesmo lá na Europa, é tudo fase de testes, ninguém sabe direito como funciona. Vamos nos preparar esse ano, e quando tiver regras claras, colocamos em prática", afirmou Andrés, fazendo questão de elevar o número de 12 para 13 entre os que rejeitaram a proposição. Para ele, o São Paulo, ausente na votação, acabou sendo tão contrário ao sistema quanto os outros.

A proposta, aceita por apenas sete clubes da Série A, indicava a utilização do sistema apenas no segundo turno, outro ponto contestado pelos que optaram pelo "não". Nada disso, no entanto, é visto como um impeditivo para que, a partir de agora, os clubes não possam reclamar mais dos erros de arbitragem.

"Todo mundo vai reclamar de erros. Teve jogo que tinha vídeo e 'nêgo' reclamou também. Tem lance que tem na televisão, bancada de cinco, seis jornalistas, e discordam. No vídeo vai ser igual. Só o erro grotesco seria consertado", continuou o dirigente alvinegro, que chegara à coletiva no CT Joaquim Grava diretamente da viagem ao Rio de Janeiro.

Pela votação estabelecida na CBF, o VAR ficará restrito apenas à Copa do Brasil, já nas fases mais decisivas, após a Copa do Mundo. Para o Brasileiro, a ideia é que se estabeleça a utilização em 2019, quando haverá know-how advindo do Mundial para a implantação em território brasileiro.

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