O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na segunda-feira, uma lei que torna o desenvolvimento do futebol feminino uma "prioridade" na política pública, enquanto o Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo da modalidade no ano que vem.
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"A lei estabelece o desenvolvimento do futebol feminino como prioridade da política pública e esportiva nacional para promover sua estruturação, expansão e profissionalização", disse Lula, que no próximo domingo concorrerá no primeiro turno das eleições presidenciais.
Em ato em Brasília, o presidente destacou como diretrizes a igualdade de oportunidades e a proteção da saúde e da integridade física das mulheres, com o respeito ao direito à maternidade, entre outros pontos.
A lei propõe equiparar o futebol feminino e o masculino em termos de direitos, com melhorias nas condições para as mulheres nas categorias de base, assim como incentivar a igualdade salarial.
Também prevê a criação de um fundo alimentado por capital público e privado, com o objetivo de financiar competições, infraestrutura e campanhas de conscientização.
"O Ministério do Esporte, em articulação com a CBF, as federações, os clubes e entidades competentes, deverá elaborar protocolos para combater a discriminação, a intolerância e a violência contra mulheres nas práticas relacionadas ao futebol", continuou Lula.
O futebol foi proibido por decreto para as mulheres no Brasil entre 1941 e 1979.
A liga nacional, no entanto, vem crescendo nos últimos anos. O Corinthians, atual campeão, é uma potência na América do Sul com seis títulos da Copa Libertadores, sendo os três últimos consecutivos.
A Copa do Mundo será disputada de 24 de junho a 25 de julho de 2027, com 32 seleções e a Espanha como atual campeã.
*Por AFP