COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

O futebol não voltou para casa. A Inglaterra surpreendeu a muitos chegando à semifinal da Copa do Mundo, mas espantou a muitos outros sofrendo a virada para a Croácia. Abatido, Kane comentou a queda na semifinal do Mundial da Rússia.

“Estamos arrasados porque não chegamos onde queríamos hoje. Ficamos decepcionados. Mas a gente tem que sacudir a poeira e dar a volta por cima”, afirmou o centroavante.

A história poderia ser diferente se o principal jogador da seleção inglesa tivesse caprichado um pouco mais na finalização. Antes de Perisic e Mandzukic marcarem, quando os Lions ainda venciam por 1 a 0, Kane desperdiçou grande chance de ampliar e acertou a trave.

“Na Inglaterra, vão falar muito daquela oportunidade perdida. Eles jogaram bem e fizeram um bonito jogo. É difícil dizer exatamente o que aconteceu. Foi excelente ter chegado até esta fase, mas claro que a gente queria continuar e ganhar”.

“Até eles marcarem o gol, a gente estava ali esperando. Depois que eles fizeram o gol, eles voltaram para a partida. Podíamos ter feito muita coisa melhor. Mas faltou esse pouquinho. Dói. Eu não sei mais o que dizer”, finalizou.



Nesta quarta-feira a Croácia cravou seu lugar na grande final da Copa do Mundo da Rússia, após vencer a Inglaterra por 2 a 1. Agora, os croatas encaram a França, que eliminou a Bélgica pelo placar de 1 a 0. A partida marcará o reencontro das seleções que protagonizaram um eletrizante jogo na semifinal da Copa de 98.

Anfitriã daquela edição, a seleção francesa passou na liderança do Grupo A, com 9 pontos, após derrotar Dinamarca, África do Sul e Arábia Saudita. Já a equipe croata avançou na vice-liderança do Grupo H, com 6 pontos, depois de vencer Jamaica e Japão, e perder para a Argentina.

Nas oitavas, a França eliminou o Paraguai depois de vencer por 1 a 0, com gol de ouro de Laurent Blanc na prorrogação, enquanto a Croácia derrotou a Romênia pelo mesmo placar, mas no tempo regulamentar. Na fase seguinte, os franceses venceram a Itália nos pênaltis por 4 a 3, após empatarem por 0 a 0 no tempo normal. Já os croatas venceram tranquilamente a Alemanha por 3 a 0. Com isso, as duas seleções se encontraram nas semifinais da competição.

A partida foi disputada no Stade de France, em Saint-Denis, no dia 8 de julho de 1998. Com um elenco recheado de craques como Zinedize Zidane, Didier Deschamps (atual treinador dos Bleus), Petit, Laurent Blanc, Desailly, a França foi surpreendida e começou a partida perdendo. Os croatas marcaram no primeiro minuto da segunda etapa, com o artilheiro da competição Davou Suker. Entretanto um herói improvável apareceu para definir o jogo: Lilian Thuram. O jovem lateral direito de 26 anos marcou no minuto seguinte e empatou a partida. Aos 25 minutos o defensor acertou uma linda finalização de fora da área e deu número finais a partida: 2 a 1.

Os Bleus conseguiram uma vaga para as finais, enquanto os Vatreni disputaram o terceiro lugar, mas conquistaram, até então, a sua melhor campanha em uma Copa do Mundo.

Em seguida, a dona da casa se sagrou campeã do Mundial ao derrotar o Brasil por 3 a 0. A seleção croata terminou na terceira colocação depois de vencer a Holanda por 2 a 1.

A decisão, e reencontro de Croácia e França, da Copa do Mundo de 2018 será disputada neste domingo, às 12h (de Brasília), no Estádio Luzhniki. A disputa do terceiro lugar, entre Bélgica e Inglaterra, será neste sábado, às 11h (de Brasília), no Estádio de São Petersburgo.




O melhor em campo no resultado mais expressivo da Croácia em Copa do Mundo vive um sonho. Autor de um dos gols na virada dos croatas sobre a Inglaterra, que garantiu o país na final da Copa do Mundo pela primeira vez, Ivan Perisic vibra com o que já é uma conquista, mas mira ainda mais.

“Há vinte anos, estava na minha cidade, torcendo para a Croácia. Eu só poderia sonhar em jogar futebol e um dia marcar um gol tão importante”, afirmou o atleta da Internazionale.

“Agora temos a chance de fazer história pela segunda vez. Não temos nada a perder e eles são favoritos na final. Será difícil, todos nós estamos extenuados, mas temos três dias para nos recuperar e finalmente não precisaremos viajar”, completou.

Até a Rússia, o melhor resultado da Croácia, independente desde 1991, em Mundiais havia sido em 1998, quando perdeu da França na semifinal disputada em Paris. Na sequência, o país ficou com o terceiro lugar.

O novo duelo com a França, porém, é uma surpresa, ao menos para Perisic. O atacante admitiu supresa em ter que enfrentar Mbappé e companhia, já que esperava uma classificação da Bélgica para a decisão, após os Diabos Vermelhos terem eliminado o Brasil.

“A França sabia que Bélgica era muito forte. Eles bloquearam a defesa. Todo mundo esperava que a Bélgica avançasse depois de vencer o Brasil, mas a França ganhou. Não quero falar de nenhum jogador em especial, porque eles são muito bons como time”, finalizou.



A Croácia precisou da prorrogação pela terceira vez, mas está na final da Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, a seleção croata fez a maior partida de sua história ao dominar e derrotar a Inglaterra, por 2 a 1, e garantir a primeira decisão de Mundial do país nos seus 27 anos de existência, já que conseguiu independência da Iugoslávia em 1991.

Com um meio de campo de ótimo toque de bola, formado por Modric, Rakitic e Brozovic, a Croácia dominou a posse (54% a 46%) e teve um aproveitamento de 79% nos passes, contabilizado no acerto de 496 das 627 tentativas. A seleção inglesa, por sua vez, não contava com tamanha qualidade de seus meio-campistas para cadenciar o jogo, mas teve eficiência semelhante no fundamento, uma vez que teve êxito em 377 das 481 tentativas, que resultam em 78% de aproveitamento.

No entanto, o toque de bola croata foi mais incisivo, o que resultou em um número maior de finalizações. A equipe de Zlatko Dalic arrematou duas vezes mais que os ingleses (22 a 11). Dessas, sete foram ao gol, 11 para fora e quatro sofreram bloqueios. Já os comandados de Gareth Southgate chutaram apenas uma bola em direção à meta adversária no jogo, justamente a de Trippier, que culminou no tento aos cinco minutos. Portanto, o “English Team”, mesmo com Harry Kane na referência do ataque, ficou 105 minutos sem arrematar sequer uma bola ao gol defendido por Subasic.

Os números defensivos da Croácia ajudam a responder a dificuldade inglesa no ataque. Mesmo jogando com uma linha de cinco defensores, a Inglaterra recuperou menos bolas que o rival (51 a 48). Como de costume, os croatas pressionaram na marcação e desarmaram quatro vezes mais (16 a 4). Superiores ofensivamente, o vencedor fez com que o adversário tivesse mais rebatidas (51 a 32).

A adversária da Croácia na final das 12 horas (de Brasília) de domingo, no Estádio Luzhnikí, será a França, campeão mundial de 1998, que superou a Bélgica por 1 a 0 na outra semifinal. Ingleses e belgas disputarão o terceiro lugar às 11 horas (de Brasília) de sábado, em São Petersburgo.




Bélgica e Inglaterra já se enfrentaram nesta Copa do Mundo (Foto: Ozan Kose/AFP)

Com a definição da final entre França e Croácia pela Copa do Mundo, após a vitória dos croatas para cima da Inglaterra por 2 a 1, nesta quarta-feira, a disputa do terceiro lugar desta edição do Mundial marcará o reencontro de duas seleções que já se enfrentaram na mesma competição: Bélgica e Inglaterra.

No dia 28 de junho deste ano, os europeus realizaram, entre si, a última partida da fase de grupos. Já classificados, os times “tiraram o pé”, já que tanto Roberto Martinez (técnico da Bélgica) e Gareth Southgate (técnico da Inglaterra) escalaram somente reservas.

Confira a galeria de fotos daquela partida:

Aos cinco minutos do segundo tempo daquele jogo, anuzaj recebeu pela direita, dentro da área, balançou para cima de Rose e mandou no ângulo inverso, sem qualquer chance para o goleiro Pickford, fazendo o 1 a 0 e decretando a vitória belga no embate.

A única vez que tal fato “chegou perto” de ocorrer na definição do terceiro lugar da Copa foi em 1954. À época, a Áustria derrotou o Uruguai por 3 a 1 e ficou com a marca, sendo que ambos os times estavam na mesma chave na fase de grupos daquele torneio.

Entretanto, o regulamento daquele Mundial não previa que todos os times se enfrentassem entre si na primeira fase, realizando apenas dois jogos em um grupo com quatro equipes. Dessa maneira, a Áustria enfrentou a Escócia e Chechoslováquia, assim como o Uruguai.



Mandzukic, que só tinha marcado contra a Dinamarca até então, fez história em Moscou (foto: Yuri Cortez/AFP)

Mario Mandzukic marcou dois gols na Copa do Mundo da Rússia, três vezes menos do que o inglês Harry Kane, o artilheiro do torneio. O último deles, no entanto, foi o mais importante da história da Croácia.

Com uma boa atuação na semifinal contra a Inglaterra, nesta quarta-feira, em Moscou, Mandzukic fez o que dele se esperava no segundo tempo da prorrogação. Aos dois minutos, o atacante ficou com a bola do lado esquerdo da área depois de uma cabeçada de Rakitic e chutou cruzado para estufar a rede.

Mandzukic ficou em êxtase com o feito, com os croatas chegando a derrubar um fotógrafo na comemoração à beira do campo. Não era para menos euforia. O gol dele sacramentou a vitória por 2 a 1 sobre os ingleses e garantiu uma vaga na final do Mundial, contra a França, às 12 horas (de Brasília) de domingo, novamente no Estádio Luzhnikí.

Mesmo que caia na decisão, a Croácia já tem assegurada a sua melhor campanha em uma Copa do Mundo. Em 1998, no Mundial disputado justamente na França, o time de Suker foi o terceiro colocado, perdendo para os franceses nas semifinais e derrotando a Holanda no jogo derradeiro.

A Croácia, no entanto, quer mais. E conta com Mandzukic, autor de um gol também contra a Dinamarca e até então ofuscado pelos compatriotas Modric, do Real Madrid, e Rakitic, do Barcelona, para fazer ainda mais história na Rússia.

Aos 32 anos, Mandzukic passou por Marsonia, NK Zagreb e Dínamo de Zagreb no seu país antes de defender Wolfsburg e Bayern de Munique na Alemanha e Atlético de Madrid na Espanha. Ao final da Copa do Mundo, retornará para a Juventus, da Itália, time no qual passará a ter a companhia do astro português Cristiano Ronaldo.