O Comitê Olímpico Internacional (COI) desistiu nesta quinta-feira (30) de organizar na Arábia Saudita os primeiros Jogos Olímpicos de eSports, previstos para 2027, um revés para a nova competição e para as ambições esportivas do país do Golfo.
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O projeto lançado em 2023 pela comissão de eSports volta ao ponto de partida, sem anfitrião nem prazo, e com inúmeros desafios a superar para introduzir os esportes eletrônicos no universo olímpico.
Obstáculos do evento
Além das negociações com os desenvolvedores de jogos, um problema inexistente nos Jogos tradicionais, também é necessário criar as seleções nacionais, desenvolver programas antidoping e de controle de integridade das competições, e selecionar as provas seguindo os critérios de "não violência" estabelecidos pelo COI.
O objetivo é "organizar a primeira edição o mais rápido possível", promete o COI, afirmando que "a iniciativa gera um forte entusiasmo e um apoio considerável" tanto do movimento olímpico quanto da "comunidade de eSports".
Mas o primeiro assunto a resolver agora é encontrar um anfitrião interessado. O acordo inédito com a Arábia Saudita foi fechado sem concorrência e por uma duração nunca vista na história olímpica, com edições anunciadas até 2037 no Golfo.
Em junho de 2023, o COI organizou uma primeira "semana olímpica de eSports" em Singapura, que convenceu a entidade a continuar por esse caminho, mas nada garante que a pequena cidade-Estado seja agora candidata a um evento de maior envergadura.
A ruptura entre COI e Arábia Saudita também afeta as ambições olímpicas do país, potência ascendente no mundo do esporte e que estava interessado em organizar os Jogos Olímpicos de 2036.