O italiano Roberto Mancini, que comanda a Internazionale de Milão, fez questão de se posicionar de forma contrária à presença de estrangeiros na seleção italiana, em entrevista concedida nesta segunda-feira a uma agência de notícias. Na última convocação de Conte para o confronto contra a Bulgária, pelas Eliminatórias da Euro, e para o amistoso contra a Inglaterra, ambos a serem disputados no final deste mês, estiveram presentes o brasileiro Éder e o argentino Vázques.
Seguindo os passos de Thiago Motta, brasileiro que defende a seleção italiana há anos, o atacante Éder teve suas boas atuações na Sampdoria recompensadas com a convocação, sua primeira para a seleção italiana. A presença de Vázques, atacante do Palermo nascido na Argentina, também suscitou reclamações por parte de Mancini, que após a Copa chegou a ser sondado como possível sucessor de Cesare Prandelli.
“A seleção italiana deve ser italiana. Acredito que o jogador italiano merece estar na equipe nacional. Os jogadores não nascidos na Itália não podem jogar na seleção, a não ser que tenham parentes italianos. Essa é a minha opinião”, falou Mancini à Ansa.
Apesar de ser nascido na Argentina, Vázques é filho de mãe italiana. Já o brasileiro Éder, que está no futebol italiano há dez anos e já passou por times como Empoli, Brescia, Cesena e Sampdoria, é naturalizado e tem plenas condições de vestir a camisa da Azzurra. Entretanto, a questão continua rendendo polêmicas não só na mídia italiana, mas também na Federação de Futebol.
