Inzaghi admite sofrimento no comando do Milan, mas acredita em reação

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A derrota de virada para a Fiorentina na última segunda-feira aumentou a urgência por uma vitória do Milan. Balançado no comando técnico do Rossonero, Inzaghi reforçou a importância de uma vitória contra o Cagliari, neste sábado.

“A reação mais bonita que a equipe pode ter (à derrota em Florença) é dentro de campo. Eu ainda estou com as minhas ideias bem definidas, desejo ficar aqui por muito tempo e tenho um contrato para isso. Vejo grandes equipes com grandes treinadores que sofrem, e nunca fui prepotente de pensar que não sofreria no Milan. A nossa pena em Florença veio porque não marcamos o segundo gol, não definimos o placar. Trabalhamos nisso durante a semana, e amanhã teremos a prova que nos dirá se estamos trabalhando bem ou mal”, declarou o técnico, ídolo do Milan como jogador.

Questionado sobre as recentes viradas sofridas pela equipe, Inzaghi foi categórico. “Seria fácil ter a receita para resolver os problemas. De certa forma, não acho ruim que tenhamos cedido o empate para o Verona (2 a 2, no dia 7 de março). Se tivéssemos conquistado os três pontos de forma sofrida, poderíamos ter aquela falsa certeza e convicção de que está tudo bem”, avaliou o comandante.

Em meio às quartas de final da Liga dos Campeões, o Milan lamenta a sua própria ausência na competição, onde acostumou-se a colecionar títulos – o Rossonero é o segundo maior campeão com sete conquistas, atrás apenas do Real Madrid, com 10. Para piorar o sentimento amargo, o clube segue tendo que engolir a rival Juventus no torneio. Ainda assim, Inzaghi deixou a rivalidade de lado e praticou a diplomacia com a Velha Senhora.

“Acho que devemos dar os nossos cumprimentos à Juventus pela partida jogada nesta semana (a vitória por 3 a 0 sobre o Borussia Dortmund colocou a Zebra italiana nas quartas de final). Esperamos voltar a jogar esse tipo de partidas o mais rápido possível, estamos trabalhando para isso”, cumprimentou o treinador, negando os rumores de que estaria sendo pressionado pelo presidente Silvio Berlusconi.

“Falei com o presidente há dois dias, e ele estava chateado pela derrota em Florença porque achou que jogamos bem. Ele está sempre perto de mim, me liga a cada dois ou três dias para me apoiar”, concluiu o ídolo Inzaghi, vitorioso atleta do Milan por 11 anos e frustrado técnico do Rossonero desde o ano passado.

Confiante em uma reação milanista, Inzaghi garantiu ter respaldo de Berlusconi

Confiante em uma reação milanista, Inzaghi garantiu ter respaldo de Berlusconi - Credito: AFP

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