Uma investigação da Promotoria de Milão revelou detalhes sobre um esquema envolvendo a organização de eventos irregulares na cidade, que teria contado com a presença de jogadores profissionais do futebol italiano. Segundo documentos analisados pelas autoridades, cerca de 70 atletas participaram dessas reuniões, embora nenhum deles seja investigado ou acusado de crime.
Conforme revelou a La Gazzetta dello Sport, o foco da apuração está em uma agência de eventos que atuava na região metropolitana de Milão. Quatro pessoas ligadas à empresa tiveram prisão domiciliar decretada, acusadas de associação criminosa e de práticas financeiras irregulares relacionadas às atividades promovidas.
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Os nomes dos jogadores aparecem omitidos nos autos do processo, justamente porque não há indícios de envolvimento penal. Ainda de acordo com a Gazzetta, os eventos eram frequentados por uma clientela de alto poder aquisitivo, incluindo empresários, personalidades públicas e esportistas, especialmente atletas que atuam ou atuaram na Serie A.
A investigação também identificou uma movimentação financeira significativa. Tansferências superiores a 450 mil euros foram realizadas ao longo do período analisado, com uso de contas bancárias na Itália e no exterior. Como medida cautelar, a Justiça determinou o sequestro de aproximadamente 1,2 milhão de euros, valor considerado, em tese, fruto das atividades sob investigação.
Os investigadores apontam que o esquema funcionava desde, pelo menos, 2024, com registros de atividades inclusive fora da Itália em determinados momentos. Apesar da repercussão no meio esportivo, a Justiça ressalta que a simples presença nos eventos não configura crime, motivo pelo qual os jogadores não são alvos formais do inquérito.