Fiorentina vira jogo no fim e aumenta pressão sobre Inzaghi no Milan

São Paulo, SP

16-03-2015 17:11:00

A segurança do ídolo Filippo Inzaghi como técnico do Milan acaba de ser colocada à prova. Nesta segunda-feira, a Fiorentina virou o jogo e venceu o Rossonero em casa, no Artemio Franchi, por 2 a 1, complicando ainda mais a criticada campanha do Milan na atual temporada e abrindo caminho para a possível demissão do treinador.

A segurança do ídolo Filippo Inzaghi como técnico do Milan acaba de ser colocada à prova. Nesta segunda-feira, a Fiorentina virou o jogo e venceu o Rossonero em casa, no Artemio Franchi, por 2 a 1, complicando ainda mais a criticada campanha do Milan na atual temporada e abrindo caminho para a possível demissão do treinador.

Com o resultado, o Milan segue na décima posição do Campeonato Italiano, com 35 pontos somados, em uma campanha considerada abaixo da média para o clube de Silvio Berlusconi. Enquanto isso, a Fiorentina é a quinta colocada, com 45, e briga por vaga na próxima Liga Europa.

O jogo – Refletindo a má fase do Milan dentro de campo, o primeiro time a levar perigo foi a Fiorentina. Logo aos 10 minutos, em uma blitz inicial, o meia Ilicic surgiu na entrada da área, cortou para o meio, arriscou o chute e viu a bola passar rente à trave de Diego López.

Oito minutos depois, veio a resposta milanista. Após uma ótima troca de passes da equipe, a bola sobrou limpa para Honda – prejudicado na maior parte do primeiro tempo, restrito à marcação de Pasqual. O japonês concluiu a jogada, mas o chute morreu em cima do brasileiro Neto. Em seguida, ainda houve tempo para Ménez receber pela esquerda e ser travado por Rodríguez na hora da finalização.

Na marca dos 37, a respiração dos torcedores do Milan foi interrompida. José Balanta aproveitou cruzamento vindo da direita e testou para o gol, acertando o travessão com força. A bola ainda voltou e ameaçou entrar, mas não passou da linha, reestabelecendo a tranquilidade visitante na etapa inicial.

Na volta para o segundo tempo, a Fiorentina trocava muitos passes e ameaçava crescer no jogo de um lado; do outro, o Milan decidiu aproveitar a melhor chance que teve. Aos 11 minutos, o meia Bonaventura recebeu na entrada da área e finalizou torto. Para a sorte do Rossonero, no entanto, a bola encontrou o pé de Destro na pequena área e foi parar no fundo da rede, abrindo o placar para os visitantes.

Ameaçado no comando técnico do Milan, Inzaghi sofreu mais uma derrota frustrante (Foto: AFP/Alberto Pizzoli)
Ameaçado no comando técnico do Milan, Inzaghi sofreu mais uma derrota frustrante (Foto: AFP/Alberto Pizzoli) - Credito: AFP

A imagem que melhor exemplifica a fase atual do Milan veio logo em seguida: ao invés de comemorar, Inzaghi gesticulou pedindo calma ao time, sem participar da festa de seus comandados ou da minoria presente nas arquibancadas. Para o azar da equipe, que jogava com seu uniforme amarelo, o ameaçado comandante estava certo.

Como se quisesse provar que o técnico adversário tinha razão, a Fiorentina teve a chance de jogar um balde de água fria nas pretensões de Pippo aos 16 minutos, com Joaquín, mas o chute do defensor não venceu o atento goleiro Diego López, que não cedeu rebote no lance e segurou com tranquilidade.

Aos 38, Joaquín voltou a aparecer; dessa vez, como garçom. O espanhol desceu pela direita e cruzou na medida para o argentino Rodriguez, que testou de cabeça com firmeza para o fundo da rede, deixando tudo igual no Artemio Franchi.

Ainda houve tempo para um lance atípico. Na marca dos 40, o árbitro Carmine Russo reclamou de dorez no tornozelo e pediu substituição. Sem perceber a ausência do juiz em campo, os atletas seguiram tocando a bola normalmente, sem um oficial de arbitragem em campo, antes da entrada do suplente.

Tão logo a situação foi normalizada, veio a virada, aos 44. Bem marcado por Honda na maior parte do confronto, Pasqual enfim se viu livre quando o japonês foi substituído por Cerci. Dessa forma, desceu pela direita e cruzou na cabeça de Joaquín, que tocou no contrapé de López e fez explodir a casa em Florença, colocando ainda mais gasolina na crise do Milan.

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