Vice e elenco do XV exaltam ‘escola europeia’ em trabalho de Roque Júnior

Imagem ilustrativa para a matéria

Apesar de o próprio Roque Júnior negar o ‘estilo europeu’ em seu trabalho como técnico, a diretoria e os jogadores do XV de Piracicaba notaram essa característica durante os quase três meses de trabalho. Em entrevista à Gazeta Esportiva.Net, o vice-presidente e diretor de futebol do Nhô Quim, Renato Bonfiglio, destacou que as novas ideias e a forma de atuar diferente dos outros treinadores brasileiros levaram o clube a dar a primeira chance ao ex-zagueiro.

Na Europa, Roque Júnior teve passagens por Milan-ITA, entre o início do segundo milênio e 2007, Siena-ITA, Leeds United-ING, Bayer Leverkusen-ALE e Duisburg-ALE. Dos 448 jogos disputados por ele, 158 foram por clubes do Velho Continente, ou seja, 35% de sua carreira.

“A vontade dele em trabalhar é muito grande, esse é um diferencial. Ele jogou e fez estágio como técnico em lugares diferentes. Por esse motivo ele é um treinador diferenciado dos outros, principalmente dos brasileiros. Ele traz uma característica do futebol europeu”, disse Bonfiglio, que vê um futuro promissor para Roque. “Acho que ele tem tudo para dar certo e pode até chegar a ser, futuramente, técnico da Seleção Brasileira”, acrescentou.

Ideias diferentes levaram a diretoria do XV a dar a primeira chance de Roque como treinador (Michel Lambstein)

Ideias diferentes levaram a diretoria do XV a dar a primeira chance de Roque como treinador (Michel Lambstein) - Credito: Divulgação

A equipe do interior do estado de São Paulo analisou as propostas de outros técnicos antes de contratar Roque. Nomes como Roberto Fonseca e Fahel Júnior foram ventilados, mas a empatia com o pentacampeão mundial pela Seleção Brasileira foi imediata.

“A gente estava procurando uma pessoa com ideias novas e não homens já muito rodados ou técnicos renomados. É uma aposta nova da nossa diretoria. Após conversarmos entre nós, marcamos uma reunião com o Roque. Gostamos muito das ideias dele logo de cara e decidimos fechar o contrato. Assim, ele está com a gente desde setembro”, contou o dirigente do XV.

Os jogadores já se adaptaram e estão aceitando bem a filosofia de trabalho do ex-zagueiro. Para o centroavante Geraldo, Roque Júnior já domina o assunto e não transparece nenhum tipo de insegurança por ser um recém-aposentado.

“Nessa minha curta carreira, eu já tive a oportunidade de trabalhar com vários treinadores e quando vamos iniciar com um profissional que está começando nessa função, sempre esperamos uma falta de experiência, uma forma de lidar ainda como jogador, já que é um ex-atleta, mas não parece mesmo que é o primeiro clube do Roque como técnico. A forma como ele passa as instruções, o método de trabalho, de disciplina, que ele vem impondo dentro do grupo, é um estilo bem europeu”, contou o atacante.

O elenco do XV de Piracicaba já se adaptou bem ao trabalho do pentacampeão mundial

O elenco do XV de Piracicaba já se adaptou bem ao trabalho do pentacampeão mundial - Credito: Divulgação

O pentacampeão também trabalhou por muito tempo ao lado de Luiz Felipe Scolari, seja como atleta ou após o fim da carreira, como auxiliar técnico. Segundo Renato Bonfiglio, Roque tem aspectos do comandante do Grêmio em seu trabalho.

“Acredito que ele traz algumas características do Felipão sim. Ele trabalha muito, conversa com os jogadores individualmente e até por isso sai na frente dos outros treinadores. Vejo que ele é enérgico com os atletas no momento em que precisa, mas também é um paizão para eles, quer formar uma família, assim como Luiz Felipe”, comentou.

A estreia de Roque Júnior como técnico em um jogo oficial será no dia 01 de fevereiro. Na data, o XV de Piracicaba enfrenta o Mogi Mirim, no estádio Barão de Serra Negra.

Conteúdo Patrocinado