A qualidade técnica dos adversários não será o único empecilho que o Red Bull Brasil terá de superar em sua primeira aparição no Campeonato Paulista. O Toro Loko, que possui sete anos de existência no futebol brasileiro, buscará atravessar um obstáculo presente na maioria dos clubes-empresa: a obtenção de torcedores.
Detentor de um moderno centro de treinamentos em Jarinu, município distante 76 quilômetros de São Paulo, o RBB manda suas partidas no estádio Moisés Lucarelli, domínio ponte-pretano em Campinas. Com poucos fãs assíduos, o clube-empresa terminou a última edição da Série A2 amargando a quinta pior média de público: apenas 460 pessoas. O número foi superior somente aos registrados por São Caetano (453), Monte Azul (386), Catanduvense (265) e São José (217).
Ao todo, somente 4.960 pessoas assistiram aos compromissos do Red Bull Brasil como mandante na Segunda Divisão. Entretanto, para quebrar tal escrita e deixar o time mais popular, o goleiro Juninho aposta em questões que extrapolam os fatores futebolísticos. Na ótica do camisa 1, que já integrou a Seleção Brasileira no Torneio Pré-Olímpico Sul-americano de 2004, o Toro Loko deve apostar na popularidade da bebida energética e no sucesso da marca em outros esportes, como a Fórmula 1 e o skate – esse último representado pelo hexacampeão mundial Sandro Dias, o popular Mineirinho.
Com passagens por Atlético-MG, Vitória e Seleção Olímpica, Juninho é porta-voz do elenco do Red Bull - Credito: Reprodução/Facebook
Em entrevista à Gazeta Esportiva.Net, em uma série especial que será apresentada nesta semana em três matérias sobre o Red Bull Brasil, o arqueiro, que reside nas proximidades do centro de treinamentos do clube, afirmou que vê a franquia brasileira com potencial para igualar o sucesso dos times irmãos no futuro. O mais bem sucedido deles, sediado em Nova York-EUA, já contou com o astro francês Thierry Henry em seu elenco, e atualmente tem o meia australiano Tim Cahill como principal nome.
Gazeta Esportiva.Net: Como está a expectativa de defender o Red Bull Brasil neste inédito desafio?
Juninho: Estou motivado e muito empolgado. É um sentimento bom, principalmente para quem participou ativamente do acesso. Disputar a elite é um sonho que conseguimos realizar. Agora, estamos determinados a mostrar para todo mundo quem é o Red Bull Brasil.
A franquia norte-americana futebolística do Red Bull já contou com o francês Thierry Henry no elenco - Credito: Reprodução/Facebook
Gazeta Esportiva.Net: Qual o ponto forte do Red Bull Brasil para surpreender os adversários neste Paulistão?
Juninho: O time possui uma espinha dorsal muito boa. Eu, Anderson Marques (zagueiro) e o professor Maurício (Barbieri, técnico), por exemplo, trabalhamos juntos há algum tempo. Estivemos lado a lado no Audax (atual representante de Osasco na elite), quando conseguimos deixar a equipe na Série A1, em 2013. É um staff que nos passa confiança. O Thiago Scuro (diretor esportivo) também permaneceu conosco neste desafio e conseguiu repetir o mesmo sucesso aqui no Red Bull Brasil. Além disso, a diretoria está focada em trazer atletas de qualidade para refinar o elenco. Cada nome que chega deixa nosso plantel ainda mais preparado.
Gazeta Esportiva.Net: O Red Bull Brasil terminou a última edição da Série A2 com uma das piores médias de público. O que fazer para ganhar mais torcedores?
Juninho: Pouco a pouco, o Red Bull Brasil está se popularizando no futebol paulista. Principalmente em Campinas, onde mandamos nossos jogos. Nosso principal espelho para crescer no apelo do público é o trabalho apresentado pela marca em outros esportes, como a Fórmula 1. Ostentamos um nome de peso. Além disso, todo mundo conhece esse energético e gosta dele. Espero que os fãs se identifiquem com esse carisma que envolve a bebida para que conquistemos altos voos, como as franquias de Nova York, Salzburg e Leipzig já conseguiram.
O carisma do mascote Toro Loko e a qualidade da bebida energética são fatores que Juninho aposta para lotar a arquibancada - Credito: Reprodução/Facebook
Gazeta Esportiva.Net: O técnico Maurício Barbieri admitiu que promoverá jovens das categorias de base para o elenco profissional. Você, com a experiência adquirida pelas passagens por Vitória, Cruzeiro e Seleção Olímpica, tem participação no processo de lapidação dos garotos?
Juninho: Sim. Moro em Jarinu, em um condomínio fechado bem próximo do centro de treinamentos, e estou praticamente 24 horas do dia no Red Bull Brasil. Assim, converso bastante com os garotos. Passo para eles toda a importância do clube e também dou conselhos. Todos querem ser o Neymar, mas sempre digo que ele nem sempre teve vida fácil. Poucos sabem o que ele passou para chegar ao Barcelona e estourar na Seleção Brasileira. Por isso, bato sempre nessa tecla: o jovem nunca pode se acomodar, por melhor que seja.
Gazeta Esportiva.Net: A estreia do Red Bull Brasil será contra o Capivariano, atual campeão da Série A2, no estádio Carlos Colnaghi. Neste contexto, há um certo sentimento de revanche, pelo título da Segunda Divisão ter escapado?
Juninho: Não é uma revanche propriamente dita, mas uma partida que queremos muito jogar. Tenho amigos no Capivariano e sempre brinco que faltou uma final na última Série A2. A divisão foi disputada em pontos corridos e não deixou esse gostinho de decisão. Nós tropeçamos no final e deixamos o título escapar. Esse será o compromisso que faltou em 2014 (risos).
Hexacampeão mundial de skate, Sandro Dias, o popular Mineirinho, já foi torcer pelo Red Bull Brasil no Moisés Lucarelli - Credito: Reprodução/Facebook
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