Federação não recrimina arrecadação menor em finais isoladas do centro

Theo Chacon* - São Paulo , SP
25/04/2016 16:03:34 — 25/04/2016 16:07:19

Em: Audax, Bastidores, Campeonato Paulista, Futebol, Notícias, Santos
"Ao lado dos clubes", presidente da FPF não se opôs às resoluções da reunião (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)
“Ao lado dos clubes”, presidente da FPF não se opôs às resoluções da reunião (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)

Presente no último Conselho Técnico do Paulistão mais como um expectador, diante do fácil diálogo estabelecido entre Modesto Roma Jr., presidente do Santos, e Vampeta; do Audax, o mandatário da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, preferiu não se opor, sobre nenhum aspecto, ao que ficou decidido na reunião desta manhã.

As finais no Estádio Prefeito José Liberatti, em Osasco (SP), e na Vila Belmiro, em Santos (SP), devem arrecadar uma quantia menor se comparadas às decisões em grandes estádios da cidade, como o Pacaembu ou o Morumbi.

O fato, contudo, pareceu não incomodar o presidente da FPF, que defendeu, nas suas próprias palavras, que o futebol é feito “não só” de dinheiro. “A renda é inferior sim, existirá uma arrecadação menor. O futebol é feito também de dinheiro, mas não só de dinheiro. É feito também do respeito ao torcedor, ao clube, às tradições”, declarou. “Audax e Santos vão arrecadar menos por uma opção deles”, completou.

Nos três jogos que mandou contra os “grandes”, em Osasco (SP), o Audax não arrecadou mais que R$ 1 milhão em ganhos com bilheteria. Contra o Corinthians, logo na segunda rodada, 6.399 torcedores estiveram presentes e renderam R$ 269.660,00 aos cofres do clube. Diante do Palmeiras, o maior público: 9.391 pessoas e quase R$ 217 mil de renda.

Nas quartas de final, em jogo único que valia vaga na semifinal, apenas 7.920 pagantes estiveram presentes para verem a goleada sobre o São Paulo, por 4 a 1. A renda, no entanto, foi a maior, comparada aos outros duelos de expressão em Osasco (SP), injetando nos cofres do Audax o montante de R$ 327.050,00.

Eventual déficit financeiro com arredação não alarma cúpula da FPF (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)
Eventual déficit financeiro com arredação não alarma cúpula da FPF (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)

Na semifinal contra o Palmeiras, em primeiro clássico estadual com torcida única, o Santos conseguiu arrecadar pouco mais de R$ 600 mil após lotar a Vila Belmiro. Até as divisões no setor de visitantes foram retiradas para o aumento da capacidade, mas mesmo assim os números não foram de impressionar.

Sem declarar suas preferências, Carneiro Bastos fez questão de elogiar os envolvidos nas semifinais por conta do fair-play (ou o jogo limpo) apresentado pelas equipes. Em ambos os jogos, que terminaram em disputa de pênaltis, a emoção e o bom futebol prevaleceu.

Uma única observação, no entanto, foi feita com relação à semifinal da Vila Belmiro. De acordo com o chefe da FPF, o Santos pode ser denunciado na esfera do TJD-SP pelo fato de o preparador físico tentar assistir às cobranças de pênalti com um aparelho eletrônico. O fato foi relatado na súmula, após o jogo, pelo trio de arbitragem.

“Tive conhecimento disso pela imprensa e pela manhã apurei os fatos. Só fica dentro do gramado quem está na súmula, são as regras do jogo. A entrada do preparador de goleiros não estava prevista. No caso do Santos, ele entrou antes de começarem os pênaltis e depois foi retirado pela fiscalização. Isso constou na súmula e vai ao TJD para que seja feita justiça”, comentou.

Com iminente denúncia no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), de São Paulo, o Santos vai mandar a final sob seus domínios pelo segundo ano consecutivo. A decisão estadual, assim, se mantém fora da capital paulista por mais um ano, já que a última vez consagrou o Ituano como campeão, em cima do Santos, em pleno Estádio do Pacaembu, no início de 2014.

*especial para Gazeta Esportiva