Clubes paulistas se reúnem após proibição das bets e definem próximos passos

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(Foto: Diego Soares/Ag.Paulistão)

Representantes de clubes paulistas se reuniram nesta segunda-feira, na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), para discutir os impactos da proibição das casas de apostas no Brasil. O principal encaminhamento do encontro foi a decisão de atuar de maneira conjunta diante das consequências financeiras da medida, enquanto uma eventual judicialização ainda não foi definida.

Participaram das discussões representantes das áreas jurídica, de marketing e comunicação de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, além do Juventus. Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Red Bull Bragantino, Mirassol, Novorizontino, São Bernardo, Botafogo-SP e Ponte Preta estiveram envolvidos no encontro.

Em nota, a FPF informou que seguirá discutindo o assunto com os clubes e que as partes decidiram atuar coletivamente. Cada equipe, porém, continuará responsável pelas tratativas individuais com seus respectivos patrocinadores.

A reunião ocorreu três dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editar uma Medida Provisória que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A decisão engloba apostas esportivas e jogos online.

Impacto preocupa clubes

Uma das principais preocupações dos dirigentes está nos contratos de patrocínio já firmados e, especialmente, nos casos em que houve antecipação de receitas.

A dimensão do mercado ajuda a explicar a mobilização. As casas de apostas ocupam espaço relevante entre os principais patrocinadores do futebol brasileiro, além de investirem em propriedades comerciais de competições, publicidade nos estádios e transmissões.

Diante do cenário, os clubes paulistas pretendem ampliar a articulação com a CBF e outras federações. Por enquanto, a postura adotada é de cautela e busca por diálogo com o Governo Federal antes da definição de outras medidas.

Reunião em Brasília será próximo passo

O assunto terá um novo capítulo já nesta terça-feira (29). O Ministério do Esporte convocou representantes de clubes e federações para uma reunião em Brasília, prevista para as 15h (de Brasília).


O encontro deverá discutir os impactos da proibição e possíveis alternativas para o futebol brasileiro. Representantes das quatro divisões nacionais e das federações estaduais foram convidados.

A possibilidade já vinha sendo discutida antes da proibição das bets, mas as conversas ganharam força diante da perspectiva de queda nas receitas comerciais dos clubes.

O que determina a MP?

A Medida Provisória entrou em vigor na última sexta-feira, mas ainda precisa passar pelo Congresso Nacional para continuar válida.

Desde a publicação, as plataformas autorizadas estão impedidas de receber novos aportes. O Governo Federal estabeleceu o dia 5 de outubro como prazo para a retirada dos materiais publicitários e de patrocínio que já estavam em circulação. Os apostadores também poderão retirar voluntariamente seus saldos até as 23h59 da mesma data.

A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos de apostas deverão sair do ar.

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Paralelamente, o Governo Federal iniciou uma força-tarefa para fiscalizar o cumprimento das novas regras. Os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda informaram que 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas já foram derrubados desde a edição da MP.

Enquanto os efeitos da medida começam a aparecer, os clubes paulistas aguardam o encontro desta terça-feira em Brasília. A estratégia definida na FPF é levar uma posição conjunta à discussão e buscar alternativas para reduzir o impacto sobre contratos e receitas já previstos nos planejamentos das equipes.

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