Para revolta do torcedor na Arena da Baixada, o Atlético Paranaense foi surpreendido pelo Rio Branco e perdeu por 3 a 1, se enrolando na luta para fugir do rebaixamento do Campeonato Paranaense 2015. O Furacão ainda lidera o Torneio da Morte, com sete pontos, mas o Leão da Estradinha já se aproximou, com cinco pontos, faltando duas rodadas para o final.
O time de Paranaguá começou a surpreender aos 14 minutos, quando Paulo Henrique cruzou na área e Bruno Andrade arrematou no ângulo para balançar as redes. Josi, aos 29 minutos, aumentou a vantagem aproveitando rebote. De pênalti, aos 41 minutos, Roger Guerreiro fez o terceiro. Depois do intervalo, Felipe, cobrando penalidade, descontou.
Na próxima rodada, o Atlético Paranaense enfrenta o Prudentópolis, domingo, no Estádio Newton Agibert. Já o Rio Branco encara no mesmo dia o Nacional, no Estádio Erich Georg, em Rolândia.
O jogo – Com a tampa fechada, o caldeirão tinha tudo para ferver, seja com comemoração, seja com pressão. Aos dois minutos, a segunda opção já parecia a mais próxima da realidade. Aos dois minutos, Lula recuou na fogueira para Weverton e Bruno Andrade, de cabeça, quase aproveita a bobeada. Aos nove minutos, Roger Guerreiro cobrou falta, Marco Túlio recebeu com liberdade, mas a arbitragem parou o lance para marcar impedimento.
A situação começou a se complicar ainda mais aos 14 minutos. Paulo Henrique cruzou na área e Bruno Andrade apareceu para arrematar no ângulo para abrir o placar. O Leão da Estradinha precisou queimar a primeira mudança aos 19 minutos, com Henrique saindo lesionado para a entrada de Josi. Aos 29 minutos, Roger Guerreiro bateu na trave e, no rebote, Josy empurrou para o gol.
Já no desespero, o técnico Enderson Moreira tirou o lateral Eduardo para a entrada do atacante Marco Damasceno. A situação, no entanto, não melhorava e o Furacão não conseguia jogar. Aos 41 minutos, depois de confusão na área atleticana, Gustavo Marmentini derrubou Marco Túlio. Pênalti marcado. Na cobrança, Roger Guerreiro mostrou categoria para marcar o terceiro, ganhando aplausos irônicos da torcida rubro-negra.
Para o segundo tempo, o Rubro-Negro voltou com Bruno Mota no lugar de Gustavo Marmentini. Com um resultado impensável a favor, o Rio Branco se fechou, deixando a partida travada, já que o Atlético seguia sem conseguir apresentar nada de positivo. Fora de campo, a torcida vaiava, protestava contra a diretoria. Aos 11 minutos, Damasceno fez o cruzamento fechado e Enderson deixou a mata para segurar.
Em uma rara chegada atleticana, Caíque bateu de fora da área, aos 23 minutos, Enderson desviou e a bola ainda bateu na trave antes de sair. Aos 29 minutos, Caíque recebeu, girou o corpo, mas chutou desequilibrado, sem perigo. Na arquibancada, a torcida virou de costas para ao jogo, assistindo dois meninos jogando bola. Enquanto isso, aos 38 minutos, Felipe chutou e Paulo Henrique tocou com a mão na bola dentro da área. Pênalti que Felipe converteu. A torcida vaiou e a reação ficou por aí.
