Os proprietários de equipes da NBA, a liga de basquete norte-americana, autorizaram os dirigentes da liga a iniciar uma análise aprofundada das implicações da expansão para além das atuais 30 franquias, disse o comissário Adam Silver.
A reunião do Conselho de Governadores da NBA, realizada nesta terça-feira em Las Vegas, marca a primeira vez que os proprietários de equipes abordam oficialmente essa questão, que tem sido objeto de discussões há anos.
Cidades como Las Vegas e Seattle vêm pressionando por uma vaga na liga principal de basquete há anos, embora Silver tenha alertado não haver um cronograma definido para uma possível expansão da equipe.
"É um passo significativo agora que estamos nos engajando nessa análise aprofundada", disse Silver. "É algo para o qual não estávamos preparados", acrescentou.
"Mas, além disso, é realmente o primeiro dia desta análise. Em termos de preço e possível cronograma, é muito cedo", observou o comissário da NBA.
NBA: possíveis reflexos da expansão
O dirigente da liga observou que se tratava de uma questão "realmente complicada", tanto pelas implicações econômicas quanto esportivas.
Por exemplo, a adição de mais equipes poderia diluir os talentos da liga e afetar a competitividade, explicou. Economicamente, poderia desvalorizar as franquias existentes, acrescentou.
Silver disse que não percebeu na reunião quantos proprietários eram a favor da expansão. "Não havia a sensação na sala de que as pessoas estavam tomando partido", disse ele.
"Rapidamente se formou um consenso de que a administração da liga precisava fazer esse trabalho (...) O apetite na sala, eu definiria mais como curiosidade", disse ele.
Os proprietários da liga americana também receberam uma apresentação sobre o projeto de uma liga europeia apoiada pela NBA.
"Há um tipo diferente de expansão, que é a oportunidade europeia", disse Silver.
"Estamos planejando operar uma liga independente na Europa, mas o fato de que criaremos novos times de basquete na Europa está relacionado", observou o dirigente.