O ex-treinador francês Arsène Wenger, chefe de Desenvolvimento Global do Futebol da Fifa, defendeu nesta terça-feira a criação do Mundial de Clubes com 32 equipes. O torneio será disputado pela primeira vez em 2025, depois de o formato ter recebido críticas por sobrecarregar o calendário.
"É verdade que o calendário do futebol está pesado, a Copa do Mundo de Clubes é uma competição que vai acontecer de quatro em quatro anos e, evidentemente, o período de descanso durante e depois da competição deve ser respeitado", explicou Wenger à AFP, ressaltando os progressos em matéria de saúde.
A Fifa anunciou no último domingo que o Mundial de Clubes, que está sendo disputado nesta semana na Arábia Saudita com sete equipes, terá 32 participantes. Além disso, irá acontecer a cada quatro anos a partir de junho de 2025.
O anúncio gerou críticas, entre elas a do sindicato mundial de jogadores FIFPro, devido ao aumento da carga de trabalho dos atletas e os riscos para a saúde.
Bringing the energy to the #ClubWC 🏟️
Supporters of @FluminenseFC and @AlAhly came together to create a special atmosphere as the semi-finals got underway in Jeddah.#FootballUnitesTheWorld pic.twitter.com/p9ws1eTdNd
— FIFA (@FIFAcom) December 19, 2023
"O bem-estar dos jogadores melhorou consideravelmente nos últimos 20 anos, levando em conta a prevenção de lesões, o trabalho de recuperação, a nutrição e os progressos em tecnologia da medicina", acrescentou o francês.
Wenger também comentou sobre o motivo da organização do novo modelo: "É lógico os clubes e a Fifa organizarem uma Copa do Mundo de Clubes cujo formato será similar ao da Copa do Mundo clássica", continuou.
"É importante que o futebol se torne realmente mundial e que os outros clubes também tenham a oportunidade de progredir, este é o verdadeiro objetivo", concluiu Wenger.