Amazon Prime é processada por transmitir cânticos homofóbicos em jogo do PSG

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Paris Saint-Germain's French forward #23 Randal Kolo Muani is congratulated by Paris Saint-Germain's Moroccan defender #02 Achraf Hakimi after he scored a goal during the French L1 football match between Paris Saint-Germain (PSG) and Olympique de Marseille (OM) at The Parc des Princes Stadium in Paris on September 24, 2023. (Photo by Bertrand GUAY / AFP)

Várias associações defensoras dos direitos do coletivo LGBTQIA+ informaram nesta quarta-feira que abriram um processo contra a plataforma Amazon Prime, que transmitiu o jogo entre Paris Saint-Germain e Olympique de Marselha, em setembro, pelo Campeonato Francês. Na ocasião, torcedores parisienses entoaram cânticos homofóbicos.

Durante a partida, vários torcedores do PSG xingaram seus rivais de "bichas" e "filhos da p...". Segundo uma jornalista da AFP que cobriu o jogo no Parque dos Príncipes, esses cânticos se repetiram por vários minutos, principalmente no setor Auteuil, onde se reúnem os ultras do PSG. O clube parisiense foi punido com o fechamento desse setor da arquibancada por um jogo.

Quatro jogadores do PSG, entre eles Randal Kolo Muani e Ousmane Dembele, foram suspensos por um jogo por terem se juntado aos cânticos após a partida, que terminou com vitória do time da casa por 4 a 0.

O advogado das associações LGBTQIA+ informou que os autores do processo consideram que, "na transmissão ao vivo do conteúdo, a emissora não é responsável pelos fatos". Todavia, os assinantes da Amazon Prime podem rever o jogo e ouvir os cânticos homofóbicos dos torcedores.

"Este processo contra a Amazon tem como objetivo lutar contra a banalização da homofobia no futebol", declarou Julien Pontes, porta-voz do Rouge Direct, um dos coletivos que abriram a ação.

Em maio de 2023, estas organizações já tinham processado a Amazon Prime por um caso similar. Na ocasião, a plataforma se comprometeu a implementar medidas para não voltar a transmitir cânticos homofóbicos. "Uma promessa que, infelizmente, não se cumpriu", lamentaram as associações.

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