A influência da principal ‘barra brava’ na estrutura do Boca Juniors é gritante. E nem tentando o clube tem conseguido combater a impunidade que ronda La Doce. O líder da torcida, Mauro Martín, conseguiu derrubar a proibição que o afastava dos estádios e assim deve voltar a frequentar a Bombonera quando quiser.
Segundo o diário Clarín, o clube alega que ficou de mãos atadas quando Martín apresentou recurso e ameaçou entrar na Justiça. O barra brava reclama que a proibição de ir aos jogos do Boca Juniors fere seus direitos constitucionais. Ele argumenta que “não está envolvido em investigações em curso e nunca foi condenado por delitos ligados a espetáculos esportivos”.
A ameaça de Martín era processar o Boca Juniors, assim poderia receber indenização por danos morais. A recompensa é garantida pelas leis argentinas caso alguém “arbitrariamente impeça o exercício dos direitos reconhecidos pela Consituição”. Permitindo o retorno do torcedor, porém, o clube abre precedente perigoso.
Outro líder barra brava, Rafael di Zeo, que é amigo de Martín, recebeu o mesmo benefício na Justiça para também poder voltar a frequentar a Bombonera. Ambos foram banidos do estádio por liderarem a temida La Doce, que frequentemente está envolvida em brigas de torcida. A dupla deve ir junta ao clássico contra o River Plate, neste domingo. O duelo pelo Campeonato Argentino dá início à sequência de três encontros em 11 dias, período que inclui também as oitavas de final da Copa Libertadores.
