O Corinthians, então defendido por astros como Ronaldo e Roberto Carlos, acabou eliminado pelo Deportes Tolima na pré-Libertadores 2011. O lateral direito Marlon Piedrahita, presente na façanha lograda pelo modesto time há quatro anos, hoje veste a camisa do Once Caldas, e sonha com uma nova classificação sobre os brasileiros.
“Joguei pouco tempo no Tolima, mas foi uma alegria enorme. O Corinthians, naquela época, tinha atletas de alto nível mundial. De forma discreta e com humildade, conseguimos superá-los. Agora, com trabalho em grupo e união, vamos tentar passar esse mata-mata, confiando em Deus e na nossa própria capacidade”, afirmou o jogador.
Em 2011, depois de um empate sem gols no Pacaembu, o Tolima venceu por 2 a 0 em Ibagué. A partida, disputada no Estádio Manuel Murillo Toro, causou profunda crise no Corinthians e encerrou a carreira do badalado centroavante Ronaldo, comparado a Paolo Guerrero por Piedrahita.
“Estávamos pensando em ganhar o mata-mata, e enfrentar o Ronaldo foi algo extraordinário. Todos ficamos impactados com a figura dele naquele momento. Agora, é a mesma coisa em relação ao Guerrero, um jogador de nível mundial. Assim como Gil, Ralf e Emerson”, declarou.
Se em 2011 o então jogador do inexpressivo Tolima entrou no decorrer da segunda partida, às 22 horas (de Brasília) desta quarta-feira, em Itaquera, deve começar entre os titulares do Once Caldas, campeão continental em 2004. Experiente, o lateral direito sabe que o Corinthians tirou lições do traumático revés.
Na segunda-feira, o Once Caldas, defendido pelo lateral Marlon Piedrahita, treinou no CT do Palmeiras - Credito: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
“Seguramente, eles tomaram precauções diante do que passaram há quatro anos. Vão querer nos superar para evitar os mesmos problemas de 2011, devem tentar pressionar desde o começo, mas estamos tranquilos e com muita vontade de fazer as coisas bem”, disse Piedrahita.
O segundo jogo da pré-Libertadores será realizado na quarta-feira da próxima semana, no Estádio Palogrande, em Manizales, cidade localizada a 2.160 metros de altitude. Confiando na força da torcida local, o ex-jogador vê o empate fora de casa como bom resultado.
“Queremos conseguir um placar que mantenha a série aberta, que nos permita passar de fase como mandantes. Se tomarmos um gol, não podemos perder a calma, porque uma diferença grande poderia definir a série logo no primeiro jogo. Precisamos atuar de forma inteligente e um empate, não posso negar, é um bom resultado”, afirmou.