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Após ser interditado em decorrência da superlotação e da confusão do último sábado, o Estádio Monumental de Núñez foi liberado para receber a final da Copa Libertadores, entre River Plate e Boca Juniors, às 18 horas (de Brasília) deste domingo.
O diretor-executivo da Agência Governamental de Controle de Buenos Aires, Ricardo Pedace, disse ao diário Olé que o estádio do River está apto a receber a decisão por possuir os componentes de segurança exigidos em uma partida deste porte.
“O fechamento foi suspenso porque todos os elementos de segurança estão presentes”, explicou Pedace.
O Monumental havia sido interditado após os incidentes do último sábado, quando o ônibus do Boca foi alvejado por pedras e gases nos arredores do estádio. No entanto, o River agiu rapidamente e conseguiu a suspensão do fechamento ainda na madrugada deste domingo. O clube, porém, pagará uma multa pela confusão.
Na tarde do último sábado, jogadores do Boca foram atingidos por estilhaços de vidros após o ataque dos torcedores do River. O capitão do time, Pablo Pérez, precisou ser encaminhado para uma clínica, inclusive. Outros atletas também sentiram o efeito do gás de pimenta, como Carlos Tevez, Ramón Ábila, Darío Benedetto e Nahitan Nández.
Por esse motivo, a direção do Boca Juniors mandou um ofício à Conmebol neste domingo pedindo a suspensão da partida, adiada quatro vezes antes de ser remarcada para este domingo. Os dirigentes xeneizes alegam que "não há igualdade de condições".
O atacante Benedetto, algoz do Palmeiras nas semifinais, afirmou em tom irônico que a taça deveria ser entregue ao River, que seria protegido pela entidade sul-americana. "Que deem a taça ao River, já que eles têm tanto peso na Conmebol. Não fazem nada com eles", disse, à Fox Sports Argentina.
Tevez foi outro a condenar o adiamento do duelo para este domingo. Ele ainda foi além, pedindo a eliminação do rival. O jogador citou como exemplo o episódio de 2015, quando o Boca foi punido e eliminado nas oitavas de final após torcedores atacarem os jogadores do River com gás de pimenta no intervalo do duelo na Bombonera.
“Para mim não deveríamos jogar amanhã (neste domingo), é o mesmo que aconteceu com o Boca (em 2015)”, argumentou.
Além da segurança e da questão psicológica, o Boca teme que alguns de seus jogadores sejam pegos no exame antidoping em razão dos medicamentos tomados após o ataque do último sábado.
De acordo com o jornal La Nación, jogadores afetados pelo gás lacrimogênio, como Gago, Tevez, Cardona, Almendra, Ábila e Bendetto foram atendidos por médicos da Conmebol e receberam doses de corticoides, substâncias probidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada).