Quando conquistou o título da Libertadores de 1996 pelo River Plate, Marcelo Gallardo jogava em uma equipe repleta de craques como Marcelo Salas, Hernán Crespo e Enzo Francescoli. Como treinador, responsável pela volta do clube à decisão do torneio após 19 anos, o ex-meia vê seu time sem grandes destaques individuais, mas com uma coletividade muito forte.
“Primeiro é a equipe, segundo é a equipe e terceiro é a equipe, depois o talento. Sempre se destacou a coletividade, o esforço, acima das individualidades que podem aparecer”, apontou o técnico, que, no empate fora de casa com o Guaraní-PAR, promoveu no segundo tempo a estreia do uruguaio Tabaré Viudez, que participou da jogada do gol decisivo de Alario.
Após vencer por 2 a 0 no Monumental de Núñez na última terça-feira, o River Plate entrou em campo no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, com a vantagem debaixo do braço. Após primeiro tempo equilibrado, os argentinos sofreram gol na primeira metade da segunda etapa e viram os donos da casa se animarem, mas definiram a partida aos 33 minutos, com gol de cobertura de Alario, e garantiram a classificação.
Finalista em 2015, o atual elenco do River Plate ganhou elogios do técnico Marcelo Gallardo, campeão como jogador em 1996 - Credito: AFP
Assim, em 2015, o River Plate disputará a quinta final de Libertadores em sua história, para buscar o terceiro título (conquistaram a taça em 1986 e 1996, mas também disputaram em 1966 e 1976).
Para tentar levar o terceiro troféu da principal competição continental à galeria do Monumental de Núñez, Gallardo pede esforço contínuo dos atletas.
“O desafio é permanente, e estes jogadores não se acomodam, têm o mesmo esforço, a mesma vontade e humildade. Voltar a ter a possibilidade de conquistar um título tão sonhado por nós será muito intenso”, concluiu, projetando as finais marcadas para os dias 29 de julho e 5 de agosto.