Pep Guardiola pode até ter saído do Barcelona, mas o clube não saiu dele. De olho na corrida eleitoral que pauta as conversas nos corredores catalães, o atual treinador do Bayern de Munique elogiou um candidato em particular.
“Não posso negar o afeto que tenho pelo (Joan) Laporta, que é muito grande. Ele apostou em mim quando eu tinha 36 anos”, começou o técnico multicampeão pelo Barça e promovido para o comando do time principal justamente por Laporta, em 2008 – o candidato já comandou a presidência do clube entre 2003 e 2010.
“Não poderei exercer o meu direito ao voto porque estarei na China. Gosto muito do Abidal (que manifestou apoio a Laporta), tive a sorte de ser treinador dele, é uma grande pessoa”, elogiou Guardiola.
Laporta fez questão de responder aos comentários de Pep ainda nesta terça-feira, retribuindo o carinho. "Quero deixar o meu agradecimento eterno ao Pep Guardiola. Cada vez mais, sei que decidi certo ao contratá-lo em 2008, e ele certamente engrandeceu muito o Barça", exaltou o candidato em sua conta no Twitter.
Guardiola, no entanto, surpreendeu a todos ao dizer que os títulos não são sua maior meta no futebol. “O meu principal objetivo principal na carreira é ser desejado. Não busco nada além disso, nem os títulos. Isso é o que quero, esse sentimento. Na minha profissão, meu objetivo é que gostem de mim”, revelou o comandante do Bayern, usando um exemplo pessoal para explicar como funciona seu trabalho motivacional.
“Tive um jogador excepcional que não vinha bem. Foi aí que o levei para tomar um café. Conversamos não sobre o futebol, mas sobre a vida. Na partida seguinte, ele marcou dois dos quatro gols do time. Ele se sentiu especial porque se sentiu querido, simplesmente isso. Precisamos entender que todo mundo gosta disso, da individualização. Essa é a chave da liderança”, explicou o catalão.
“Quando ganhamos alguma coisa, nunca pensei que foi graças a mim. Sempre pensei que ajudei e dei a minha contribuição, é claro, mas nada além disso. Não sou melhor do que ninguém, apenas tive a sorte de estar em um grande clube e ter grandes jogadores”, concluiu Pep Guardiola.
