Nesta quarta, a Federação Espanhola de Futebol decidiu, em reunião de sua Junta Diretiva, pela suspensão de todas as competições do esporte no país a partir do dia 16 de maio. A medida foi tomada devido à não-resolução de alguns problemas do futebol do país pelo Conselho Superior de Esportes, órgão do governo espanhol. Problemas estes que foram questionados pela entidade nos últimos meses.
“A Associação de Futebolistas Espanhóis informou sua decisão de convocar greve para as próximas rodadas, 16-17 de maio próximos e de forma indefinida. Do mesmo modo, manifestou sua intenção de não participar nas competições os representantes do quadro de árbitros e de treinadores assim como as federações de âmbito autônomo, o que impossibilita a disputa das rodadas”, diz o comunicado da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).
Uma das motivações da entidade foi a nova divisão de direitos de televisão aprovado pelo Conselho de Ministros espanhóis no dia 30 de abril. Além disso, a má divisão dos recursos da loteria esportiva e questões envolvendo o futebol de base também foram citadas no decreto.
“Pela atitude desrespeitosa do governo contra a RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol) no conteúdo deste Real Decreto-Lei (em relação às cotas de TV) e pela falta de resolução de todas as questões que motivaram nos meses anteriores paralisações totais de todas as competições em 17 federações territoriais, que afetaram mais de 600 mil esportistas, 30 mil jogos e 15 mil entidades de futebol de base, ignoradas em seu significado e sentimento”, explica a entidade.
Nos dias previstos para a paralisação, estão marcadas as partidas da penúltima rodada do Campeonato Espanhol, que tem como principal destaque o duelo entre Atlético de Madrid e Barcelona, no Vicente Calderón. Atualmente, a equipe catalã lidera o torneio com 87 pontos, dois a mais que o rival Real Madrid.