Eurocopa começa marcada pela pandemia

AFP - São Paulo,SP

11-06-2021 08:00:37

Após cinco anos de espera, começa nesta sexta-feira a mais acrobática Eurocopa da história, espalhada por 11 países e afetada pela crise sanitária. 24 seleções sonham com o título, conquistado por Portugal em 2016.

O pontapé inicial da competição será dado por Itália e Turquia na sexta-feira, às 16h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Roma.

A 16ª edição da Eurocopa, que termina em 11 de julho em Londres, foi salva por pouco e ainda precisa evitar a covid.

Mesmo antes do início do torneio, a Holanda perdeu seu goleiro, Jasper Cillessen, que testou positivo e ficou fora da convocação, enquanto Espanha e Suécia têm dois jogadores infectados antes de seu encontro na próxima segunda-feira.

Diante do risco de uma escalada de infecções, a seleção espanhola colocou 11 novos reservas na bolha sanitária, além dos seis que já foram convocados, formando uma convocatória "paralela" preparada para substituir eventuais baixas.

A UEFA, que enfrentou durante a Liga das Nações infecções dentro das equipes, antecipou o problema ao autorizar as substituições "até o primeiro jogo" e ao permitir a convocação de 26 jogadores, em vez dos habituais 23.

A reserva de talentos de cada país pode, portanto, desempenhar um papel importante neste primeiro grande torneio internacional desde a Copa do Mundo de 2018.

Uma França que sonha repetir a dobradinha Mundial e Eurocopa de 1998 2000, a Bélgica e sua geração de ouro, a jovem guarda inglesa, uma Itália reconstruída... Todos querem acabar com o reinado continental de Portugal.

Recomendações diferentes 

Normalmente animada em bares e estádios, a Eurocopa terá uma face mais austera este ano, como as Olimpíadas que começam pouco depois em Tóquio (23 de julho a 8 de agosto), mesmo que a UEFA afirme que será "segura e festiva".

"Cada local, cada cidade, cada país definiu a sua fórmula para limitar os riscos para a saúde, tecendo uma complexa rede de medidas", explicou à AFP Daniel Koch, conselheiro de saúde da UEFA.

Jogadores, comissões técnicas, trabalhadores e veículos de comunicação vão pular de bolha em bolha cruzando fronteiras e os espectadores terão que estudar cuidadosamente as condições de entrada de cada país, se submeter a eventuais quarentenas e dispor de testes de covid ou passaportes de vacinação para entrar nos estádios.

Quanto ao público em geral, que tende a se aglomerar em caso de vitória, terá que lidar com políticas locais muito diferentes, desde as dezenas de milhares de pessoas esperadas nas "fan-zones" russas e ucranianas até a recusa de Munique, Sevilha ou Bruxelas a habilitar estes espaços.

Sonhada por Michel Platini quando presidiu a UEFA para unir o continente, esta edição pan-europeia da competição é um desafio logístico desde o início, com os deslocamentos de equipes, imprensa e torcedores, de Londres a Baku.

Mas a covid acabou transformando-a em um quebra-cabeça sanitário, obrigando o adiamento do torneio por um ano e abalando sua preparação: apenas em 23 de abril as 11 cidades-sede foram definitivamente conhecidas.

Bilbao e Dublin foram descartadas, Sevilha entrou no calendário e Londres e São Petersburgo receberam mais jogos, enquanto a UEFA obteve a promessa de que cada jogo teria torcedores nas arquibancadas.

Os estádios vão recuperar a alegria que tanto faltou no ano passado, embora os limites de capacidade variem: apenas Budapeste vai receber 100% de espectadores, enquanto Munique promete 22% da sua capacidade máxima e as outras cidades entre 25% e 50%.

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