A Fifa multou nesta segunda-feira a Federação Salvadorenha de Futebol (Fesfut) por insultos racistas dirigidos a jogadores surinameses por seus torcedores. A entidade reduziu o limite de público de El Salvador em seu estádio para a próxima partida das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, conforme anunciou a federação.
Ao final da partida de 8 de setembro, válida pela segunda rodada das eliminatórias da Concacaf, o técnico surinamês Stanley Menzo e o jogador Shaquille Pinas relataram que torcedores no Estádio Cuscatlán, em San Salvador, gritaram "pretos" e "macacos" para os membros de sua seleção, que venceu a partida por 2 a 1.
A Fifa "notificou a imposição de sanções [...] em decorrência dos incidentes de racismo e discriminação" contra o Suriname, afirmou a Fesfut em um comunicado.
A entidade que rege o futebol mundial impôs uma multa de US$ 62.715 (R$ 333.805 pela cotação atual) à federação salvadorenha, que deverá ser investida "em um plano abrangente contra a discriminação" endossado pela Fifa.
🗣🚨 | Comunicado de Oficial:
Resolución #FIFA del juego El Salvador vs Surinam.
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— FESFUT (@fesfut_sv) September 29, 2025
A organização também determinou que a próxima partida oficial em casa de El Salvador terá "um mínimo de 15% da capacidade aprovada do estádio, principalmente nas arquibancadas atrás dos gols".
Na próxima partida, no Estádio Cuscatlán, com capacidade para quase 45 mil pessoas, a seleção salvadorenha vai receber o Panamá no dia 10 de outubro, pela terceira rodada da fase final das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
Com duas das seis partidas disputadas na fase decisiva, o Suriname lidera o Grupo A com quatro pontos, seguido por El Salvador com três, Panamá com dois e Guatemala com um.
A Fesfut alertou que "qualquer insulto ou ato discriminatório" pode "resultar em sanções mais severas", que podem incluir "a perda de partidas ou a exclusão de competições internacionais".
"Fazemos um apelo enfático a todos os torcedores salvadorenhos: o futuro do nosso futebol depende do seu comportamento nos estádios", acrescentou o comunicado.