Nesta terça-feira, a Seleção Brasileira enfrenta o Uruguai pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo 2026. Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira, o técnico Fernando Diniz projetou o duelo contra os uruguaios e afirmou que espera um jogo complicado.
"Estou esperando um jogo bastante difícil, com as duas equipes procurando ter o protagonismo da partida. Eu acho que tem uma característica do (Marcelo) Bielsa que todo mundo conhece e a minha também todo mundo sabe qual é. Então tem tudo para ser um jogo bastante disputado", declarou o treinador.
Diniz também apontou que o Brasil precisa estar preparado para qualquer tipo de estratégia que venha a ser utilizada pela seleção uruguaia. O comandante do Fluminense ressaltou a tática usada contra o Chile, na primeira rodada, em que os comandados de Bielsa venceram por 3 a 1.
"Temos que estar preparados para todas as situações. Uma delas, talvez a mais previsível, seria a marcação mais alta e com pressão. Contra o Chile eles marcaram pressão, mas não tão alto, tiveram certo protagonismo em boa parte do jogo. É um time bem treinado e muito qualificado. Vários dos jogadores jogam em grandes equipes da Europa e de fato esperamos um grande clássico amanhã", disse.
O técnico da Seleção Brasileira também destacou a pressão de jogar um clássico do futebol sul-americano, em pleno solo uruguaio, relembrando a história do confronto entre as duas seleções. Diniz declarou que a atmosfera da partida mexe com os sentimentos de todos.
"O futebol é feito não só de resultados. Existe o pragmatismo só dos resultados, que vale três pontos, mas tem toda uma simbologia, o encantamento do futebol e o poder simbólico que ele tem. Então é um clássico, pelo menos de grande rivalidade, há 73 anos, desde a partida no Maracanã da final da Copa do Mundo de 1950, e já tiveram grandes embates. De fato tem esse briho especial de jogar no Centenário contra o Uruguai, e mexe com todo mundo. Mexe com a torcida, comigo, com os jogadores, com o presidente. Todo mundo fica mais sensibilizado com esse tipo de partida por conta da história. Não podemos jogar fora uma história que foi construída ao longo de tanto tempo".
Ainda em coletiva, o comandante do Brasil comentou sobre os estreantes com a camisa da Canarinho, principalmente no setor defensivo. O treinador falou sobre o que fez para que os jogadores criassem confiança e exaltou, principalmente, os laterais Yan Couto e Carlos Augusto.
"Na questão do entrosamento, procuramos fazer tudo que foi possível, em termos de treino e análise de vídeo. E na parte emocional também, de dar confiança para os jogadores. Todos que estão aqui vestindo a camisa da Seleção tiveram que passar por um funil extremamente estreito. Ninguém está aqui por casualidade. Nem o Carlos Augusto, nem o Yan (Couto), que tem uma trajetória de Seleções de base e vem fazendo um grande campeonato na Espanha", salientou.
O técnico concluiu: "Estamos acompanhando o Yan há muito tempo, e o Carlos Augusto também. Salvo engano, um jogador que teve o interesse da seleção italiana para naturalizá-lo mais de uma vez. São dois jogadores que merecem vestir a camisa da Seleção, mostraram qualidade nos treinamentos, o Yan entrou muito bem no jogo contra a Venezuela. A expectativa é muito positiva sobre eles, têm a confiança de todos nós".
Na noite desta terça-feira, a Seleção Brasileira enfrenta o Uruguai em compromisso válido pela quarta rodada das Eliminatórias Sul-Americanas. A bola rola às 21 horas (de Brasília), no Estádio Centenário, em Montevidéu.