Presidente da FPF celebra "evolução" da Copinha feminina e liga o alerta para clubes paulistas

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(Fotos Rodrigo Corsi/Ag.Paulistão)

A terceira edição da Copinha Feminina reforçou o crescimento técnico e físico do futebol feminino de base no Brasil e deixou sinais claros de evolução ao longo dos últimos anos. A avaliação é do presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, que conversou com a Gazeta Esportiva e destacou o salto de qualidade observado desde a estreia do torneio até a edição de 2025.

Segundo o dirigente, a progressão é evidente quando se compara o nível das partidas e o desempenho das atletas ao longo das três edições já realizadas.

“Eu analisando as três edições, eu noto claramente uma evolução técnica, uma evolução física nas meninas. Os jogos da primeira copinha foram bons, da segunda foram muito bons, dessa foi excelente. Fisicamente, eu noto uma evolução nelas todas, o que é muito bom para o futebol feminino”, afirmou Reinaldo.

A edição de 2025 teve como desfecho uma final de domínio rubro-negro. Na tarde do último sábado, no Mercado Livre Arena Pacaembu, o Flamengo goleou o Grêmio por 6 a 0 e conquistou o bicampeonato da Copinha Feminina. Kaylane Vieira, Brendha, duas vezes, Anna Luiza, Nina e Ana Vidal, contra, marcaram os gols da decisão, que confirmou o protagonismo do clube carioca na competição.

Atenção aos clubes paulistas

Este foi o segundo título do Flamengo no torneio, que já havia levantado a taça em 2023, ano de estreia da Copinha Feminina. Com isso, o troféu segue no Rio de Janeiro, já que, em 2024, o campeão havia sido o Fluminense. O resultado também reforça um dado que chamou a atenção da Federação Paulista e que deve pautar debates ao longo da próxima temporada.


Reinaldo Carneiro Bastos destacou que, apesar da evolução geral da competição, os clubes paulistas ainda não conseguiram chegar a uma final nas três edições disputadas até aqui. Para o presidente da FPF, o cenário exige reflexão e diálogo com as equipes do estado.

“É muito bom que novas meninas comecem a crescer, a ocupar espaço. E a gente recebe um recado com muita resiliência de que três copinhas e nenhum time de Paulista chegou em nenhuma final. Então, vamos agora começar o ano, sentar, conversar com os clubes, estender a mão, ver o que a gente pode fazer para ajudá-los a melhorar o trabalho da categoria de base”, completou.

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