A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim deixando, além do título da Espanha, uma série de marcas históricas. A edição atual atualizou rankings individuais e coletivos, colocou novos nomes entre os recordistas do torneio e registrou feitos inéditos para jogadores e seleções.
Lionel Messi ampliou ainda mais seu recorde de partidas disputadas em Copas do Mundo. O argentino encerrou sua trajetória com 34 jogos, aumentando a vantagem sobre Cristiano Ronaldo, que soma 27. Na sequência aparecem Lothar Matthäus (25), Miroslav Klose (24), Luka Modric (23), Manuel Neuer (23) e Paolo Maldini (23).
A final também entrou para a história pela juventude da seleção espanhola. Lamine Yamal e Pau Cubarsí conquistaram o título antes de completar 20 anos e passaram a integrar uma lista que tinha apenas Pelé (1958), Giuseppe Bergomi (1982) e Kylian Mbappé (2018).
Do outro lado, a decisão também marcou um recorde de longevidade. Aos 39 anos e 25 dias, Messi tornou-se o segundo jogador mais velho a disputar uma final de Copa do Mundo, atrás apenas do italiano Dino Zoff, campeão em 1982 aos 40 anos e 133 dias. Nicolás Otamendi, com 38 anos e 157 dias, entrou na terceira colocação do ranking.
Outro argentino que alcançou uma marca importante foi Julián Álvarez. Aos 26 anos e 169 dias, ele se tornou o jogador mais jovem da história a completar 15 partidas em Copas do Mundo, superando o próprio Messi, que atingiu a marca aos 27 anos e 19 dias. Kylian Mbappé aparece na terceira posição, com 27 anos e 178 dias.
Entre as seleções, a Argentina ampliou seu recorde de jogos decididos na prorrogação. A equipe chegou a 14 partidas de mata-mata com tempo extra, à frente de Alemanha (12), Inglaterra (11), Itália (11) e Espanha (9).
Já a campeã Espanha igualou a segunda maior sequência de vitórias consecutivas da história das Copas. Com sete triunfos seguidos na campanha do título, os espanhóis empataram com a Argentina de 2026 e a Itália de 1934-1938. O recorde continua sendo do Brasil, que venceu 11 partidas consecutivas entre as Copas de 2002 e 2006. Como a série espanhola segue em andamento, a equipe poderá superar a marca nas próximas edições do torneio.
O clube dos seis
Além dos recordes entre as seleções, três jogadores fizeram história nesta edição da Copa do Mundo. O mexicano Guillermo Ochoa, o português Cristiano Ronaldo e o argentino Lionel Messi se tornaram os primeiros jogadores a atuar em seis edições de Mundial. Desde 2006, o trio foi presença constante na competição mais importante do futebol mundial.
O argentino, além de ser quem mais figurou em Copas do Mundo e ter mais edições, também coleciona um recorde negativo: é o jogador com mais pênaltis perdidos na história das Copas. Com duas cobranças desperdiçadas, o camisa 10 chegou a quatro pênaltis errados em tempo real.
A Copa do luxo
Para a maior Copa do Mundo da história (48 seleções, 104 jogos), a Fifa criou um sistema de preços variáveis para os ingressos, dependendo das partidas.
Segundo a associação Football Supporters Europe (FSE), o dossiê da candidatura prometia ingressos a partir de US$ 21 (aproximadamente R$ 110) , mas o preço mais baixo foi fixado em US$ 60 (R$ 310), para Brasil x Haiti e Áustria x Jordânia.
A maioria dos ingressos custa pelo menos US$ 200 (cerca de R$ 1.000) para os jogos das principais seleções e US$ 2.000 (pouco mais de R$ 10 mil) para a final na categoria mais barata, enquanto os melhores lugares chegam a custar US$ 8.680 (quase R$ 45 mil).
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, atribuiu esse aumento ao "mercado".
"Nos Estados Unidos, em particular, existe algo chamado precificação dinâmica, que faz com que os preços subam ou desçam dependendo da demanda e da programação da partida", argumentou o dirigente.
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