O ex-jogador e dirigente francês Michel Platini apresentou nesta segunda-feira uma ação judicial contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino, por suposta denúncia falsa e tráfico de influência. A informação foi divulgada por meio de um comunicado enviado à AFP.
A ação também tem como alvo dois ex-dirigentes da FIFA e inclui a constituição de Platini como assistente de acusação, medida que, segundo o francês, deverá levar à nomeação de um juiz de instrução para investigar o caso.
Em 2018 e 2021, Platini já havia apresentado denúncias semelhantes à Justiça suíça. A primeira, por denúncia falsa contra autor desconhecido, foi considerada prescrita. A segunda, por tráfico de influência contra Infantino, foi arquivada em outubro do ano passado.
Paralelamente, o ex-presidente da UEFA pretende iniciar um processo civil contra a FIFA para buscar indenização pelos prejuízos que afirma ter sofrido devido às supostas manobras que impediram sua eleição à presidência da entidade em 2015.
Platini sustenta que Infantino, que foi seu braço direito na UEFA, além do ex-diretor jurídico da FIFA, Marco Villiger, e do ex-presidente da comissão de auditoria da entidade, Domenico Scala, atuaram para retirá-lo da disputa pelo comando da organização por meio de acusações sem fundamento.
A crise teve início em 2015, após a revelação de um pagamento de dois milhões de francos suíços feito pela FIFA a Platini quatro anos antes. O caso desencadeou processos disciplinares e investigações criminais justamente quando o francês era apontado como favorito para assumir a presidência da entidade.
Com o afastamento de Platini, o caminho ficou livre para a eleição de Gianni Infantino, então secretário-geral da UEFA, em fevereiro de 2016. Reeleito sem oposição em 2019 e 2023, o dirigente italo-suíço deverá buscar um novo mandato em março do próximo ano.
*Por AFP.
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