A Copa do Mundo de 2026 foi vendida, desde o início, pelos seus protagonistas. Messi, Mbappé, Vinícius Júnior, Kane e Haaland chegaram ao torneio carregando as esperanças de suas seleções. Mas, quem foi o grande nome da Espanha campeã?
A final do maior Mundial de todos os tempos deixou uma lição que o futebol insiste em repetir: ninguém vence sozinho. A Espanha foi sua própria protagonista. O coletivo falou mais alto. Funcionou como uma espécie de trabalho de formigas: cada um muito ciente de sua função, sem perder a cabeça em nenhum momento.
Na estreia, os espanhóis tinham tudo para entrar em rota de colisão. Cercada de expectativa, a equipe de Luis de la Fuente ficou apenas no 0 a 0 com a estreante e modesta Cabo Verde. O empate, no entanto, serviu como combustível para acender uma chama. No jogo seguinte, goleada por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita.
A partir de então, a Espanha não deu mais sopa para o azar. Em todos os compromissos, usou a posse de bola como arma para atacar e se defender. Os Rojos transformaram os luxuosos estádios do Mundial em verdadeiras arenas de touradas. De “olé” em “olé”, conquistaram terreno, confiança e respeito.
Ainda nas oitavas de final, Merino, um herói improvável e discreto, destruiu de forma dolorosa o sonho de Cristiano Ronaldo em sua despedida das Copas do Mundo. Na fase seguinte, o volante repetiu o roteiro. Saiu do banco para sacramentar mais uma classificação, desta vez contra a Bélgica.
Já na semifinal, veio o grande desafio: o esquadrão francês. Diante do protagonista Mbappé, o coletivo espanhol não fraquejou. Pelo contrário. Dominou as ações e deixou atordoada a principal favorita desta edição. A vitória por 2 a 0 foi mais uma demonstração de que o coletivo sempre falou mais alto.
Restou, então, o desafio de derrubar um Rei para conquistar a coroa. A final, aliás, foi a maior prova de que nada se ganha sozinho. A Argentina chegou à decisão impulsionada por Messi. O dono de oito Bolas de Ouro conseguiu ser brilhante durante toda a campanha, até encontrar uma fortaleza pela frente. O camisa 10 viu o futebol espanhol — que ele mesmo ajudou a moldar ao longo da carreira — se sobressair.
Foram 120 minutos de puro domínio vermelho. Foram 120 minutos de uma lição simples e poderosa. Nada se ganha sozinho. Muito menos no futebol. Muito menos em uma Copa do Mundo.
Veja também:
Todas as notícias da Gazeta Esportiva
Canal da Gazeta Esportiva no YouTube
Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp