ONU pede que EUA 'repensem profundamente' sua política migratória durante a Copa do Mundo

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Foto por JUAN MABROMATA / AFP

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos instou, nesta quarta-feira, Washington a "repensar profundamente" a aplicação de sua política migratória durante a Copa do Mundo de futebol, em um contexto de crescente tensão sobre o tema.

"Espero sinceramente que repensem profundamente sobre a forma como as medidas de controle da imigração afetam os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente às vésperas da Copa do Mundo, sejam revistas políticas que, infelizmente, temos visto prevalecer, sobretudo nos Estados Unidos", declarou Volker Türk aos jornalistas.

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Tensão às vésperas do Mundial

A política migratória dos Estados Unidos provoca tensões às vésperas do início da Copa do Mundo de 2026.

Um dos casos mais polêmicos foi o do árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos pela polícia de fronteira no sábado passado, quando ele desembarcou em Miami (Flórida).

Impactos para a Fifa

A rígida política migratória dos Estados Unidos provoca dificuldades para a Fifa, que em um comunicado enviado à AFP informou que "não intervém nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo os relativos à concessão de vistos".

Outros países também enfrentaram problemas administrativos ao chegar aos Estados Unidos e, segundo o jornal britânico The Guardian, o atacante da seleção do Iraque Aymen Husein permaneceu retido por quase sete horas no sábado no aeroporto de Chicago.


*Por AFP

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